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Americanas: Lemann, Telles e Sicupira se dizem surpresos com ação da PF e culpam ex-diretores

Segunda fase da Operação Disclosure busca aprofundar investigvações sobre fraudes contábeis estimadas em R$ 54 bi

Estadão Conteúdo

Publicado: 25/06/2026 às 20:10

Fachada da Lojas Americanas/Bruno Peres/Agência Brasil

Fachada da Lojas Americanas (Bruno Peres/Agência Brasil)

Os principais acionistas da Americanas afirmaram, em nota, que foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (25) e que as investigações têm apontado que tanto eles quanto o conselho de administração "foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da companhia".

Por meio da LTS, empresa que cuida dos investimentos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, os acionistas declararam entender que a operação faz parte do curso das apurações em andamento e reiteraram o compromisso de colaborar "plenamente" com as autoridades para esclarecer os fatos.

Segundo a nota, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, de modo que os acionistas aguardam mais informações para eventual manifestação.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre as fraudes contábeis estimadas em R$ 54 bilhões praticadas pelas Lojas Americanas.

Entre os alvos estão o empresário Beto Sicupira, o ex-conselheiro Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann além de executivos de Itaú, Bradesco e Santander. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

A Americanas afirmou, em nota, que não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira e que seguirá colaborando com as investigações. A companhia disse ser "a maior interessada no esclarecimento dos fatos".

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