Banco Master: Haddad diz que caso pode ser "a maior fraude bancária" do país
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após enfrentar uma grave crise de liquidez
Publicado: 13/01/2026 às 13:25
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (13), que o caso envolvendo o Banco Master pode vir a ser considerado "a maior fraude bancária" da história do Brasil. Segundo ele, a situação tem impacto direto no interesse público por envolver recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que conta com aportes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Em declaração à imprensa, Haddad defendeu cautela na apuração, sem abrir mão de rigor. “O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Podemos estar diante disso. Temos que cuidar de todas as cautelas devidas, garantindo espaço para defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo firmes”, disse.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após enfrentar uma grave crise de liquidez.
Haddad ressaltou que, embora o FGC seja frequentemente classificado como um fundo privado, parte de seus recursos tem origem em bancos públicos. “Banco do Brasil e Caixa respondem por 1/3 da capitalização do FGC. É um assunto de interesse público por várias razões, mas também porque envolve recursos de bancos públicos”, afirmou.
Ele acrescentou que o Ministério da Fazenda tem oferecido respaldo institucional ao Banco Central, que é alvo de apuração no Tribunal de Contas da União (TCU). O processo investiga possíveis falhas na condução da liquidação do Banco Master.
Na segunda-feira (12), o Banco Central retirou o recurso contra a decisão do TCU que havia determinado a realização de uma inspeção de forma monocrática. A retirada ocorreu após reunião entre o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o ministro Jhonatan de Jesus.
Com a decisão, o Banco Central indicou que não há mais necessidade de levar o tema à análise do plenário do TCU.