Trevor Rees-Jones era o único ocupante vivo do Mercedes que colidiu dentro do túnel da Ponte de l’Alma, em Paris, na noite de 31 de agosto de 1997. O acidente que matou a princesa Diana, do Reino Unido, Dodi Al Fayed e o motorista Henri Paul também deixou cicatrizes profundas em Rees-Jones, que sobreviveu à tragédia, um dos eventos mais marcantes da história contemporânea.
Três anos após a tragédia, Rees-Jones retornou a Althorp, a propriedade da família Spencer, para uma despedida particular diante do túmulo onde Diana repousava. Durante o encontro privado, organizado por Earl Spencer, irmão da princesa, Rees-Jones enfrentou o peso emocional que carregava desde aquela madrugada em Paris. Diante do túmulo de Diana, a quem fora encarregado de proteger, ele sussurrou: “Sinto muito. Quem dera tivesse sido eu em vez de você.”
Os ferimentos e a sobrevivência
Rees-Jones sofreu traumas graves na colisão — trauma cerebral, fratura no pulso, fratura na coxa e diversas fraturas no rosto. Apesar dos danos físicos severos, ele foi o único dos quatro ocupantes do veículo a sobreviver.
Os procedimentos médicos e a recuperação foram acompanhados por memórias perturbadoras dos momentos que antecederam a tragédia. Durante anos, Rees-Jones carregou as feridas do corpo e o peso emocional de ter sido o único a sair vivo daquele acidente.
O pedido de desculpas no túmulo
Na visita a Althorp (mansão da princesa Diana), em 2000, Rees-Jones também conversou com Earl Spencer sobre a culpa que o acompanhava. Segundo relato recuperado pelo site RadarOnline, ele explicou ao irmão de Diana que não era responsável pela morte da princesa e que os acontecimentos daquela noite estavam completamente fora de seu controle.
A frase reunia o remorso pela morte da princesa e a convicção de que Rees-Jones não era responsável pelo acidente, contraste que mostrava o peso da culpa que o acompanhava.
O acidente e as investigações
Na noite de 31 de agosto de 1997, o Mercedes em que Diana viajava colidiu dentro do túnel da Ponte de l’Alma enquanto fugia dos fotógrafos que a perseguiam. O motorista, Henri Paul, conduzia o veículo em alta velocidade, e exames posteriores confirmaram que ele havia consumido álcool antes de assumir o volante.
A morte chocou pessoas ao redor do mundo e alimentou especulações por décadas. Diversas teorias tentaram explicar a tragédia como crime premeditado, mas as investigações oficiais não encontraram provas que sustentassem essa versão.
O legado do trauma
Apesar do tempo, Rees-Jones carregou consigo as memórias dos momentos que antecederam a tragédia, lutando contra o sentimento de culpa apesar de não ter responsabilidade pelo ocorrido.
Relatos posteriores indicam que seu chefe Mohamed Al-Fayed pressionou o guarda-costas para que concordasse com a teoria de que Diana e Dodi foram assassinados — pressão adicional que pesou sobre alguém que já lidava com o trauma de ser o único sobrevivente daquela noite em Paris.
A visita ao túmulo de Diana. Em 2000, marcou um ponto de virada emocional, ao permitir que Rees-Jones expressasse, diante do túmulo da princesa, o remorso e a convicção de que não tinha culpa pelo acidente.










