Renyer Luan de Oliveira Damasceno, atacante de 23 anos que se projetou nas categorias de base do Santos, foi detido na última segunda-feira (31 de agosto) durante uma operação da Polícia Civil contra uma organização investigada por tráfico interestadual de drogas e armas. O atleta foi enquadrado por desacato e resistência durante o cumprimento de um mandado em São Paulo.
A ação, batizada de “A Tropa” em referência ao apelido que os próprios investigados supostamente usavam para se identificar, ocorreu simultaneamente em diferentes estados. A Polícia Civil do Espírito Santo coordena as investigações e trabalha para mapear conexões entre atletas profissionais, empresários do setor esportivo e membros da rede criminosa.
Promessa do Santos envolvida em operação contra tráfico
Nascido em 2003, Renyer integrou a geração de talentos do Santos chamada “Meninos da Vila” e fez sua estreia no profissional aos 16 anos, em 2020. Ainda jovem, recebeu convocações para categorias de base da Seleção Brasileira, sinalizando um futuro promissor no futebol.
Graves lesões no joelho, porém, interromperam sua sequência entre os titulares e fizeram o atleta deixar o clube paulista anos depois. Depois, passou pelo Guarani e, em 2024, assinou com o Pogon Szczecin, da Polônia, antes de retornar ao Brasil para defender o Azuriz, de Pato Branco, no Paraná.
Outro jogador é alvo na mesma operação
David Corrêa da Fonseca, conhecido como DVD e atacante do Vasco, também foi alvo da operação no Rio de Janeiro. Mandados foram cumpridos em sua residência na Barra da Tijuca e no centro de treinamento do clube, em Jacarepaguá.
O atleta vascaíno se apresentou voluntariamente no CT, dirigindo o próprio carro, para acompanhar os trabalhos dos policiais. Após o fim das buscas, deixou o local sem fazer declarações à imprensa sobre a investigação.
Outro investigado foi o lateral do Vila Nova Hayner Monjardim. Os mandados foram cumpridos na casa do jogador e também no centro de treinamento do clube em Goiânia. De acordo com o clube goiano, as buscas realizadas pela polícia no CT visaram somente o armário do jogador.
“Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo”, disse o clube em nota.










