O atacante Samuel Lino voltou ao Flamengo em 2025, em uma contratação de 22 milhões de euros, uma das mais caras da história do clube. Na primeira passagem pela base rubro-negra, porém, o clube não exerceu a opção de compra, segundo o ex-técnico Maurício Souza, que comandava o sub-20 na época.
Quando chegou ao Flamengo, ele estava emprestado pelo São Bernardo para integrar o elenco sub-20. O jogador se destacou rapidamente e conquistou o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2018, ao lado de outros jogadores de sua geração.
A qualidade técnica de Lino impressionou Maurício, que o descreveu como um ponta criativo e inteligente.
Por que o Flamengo não manteve Samuel Lino na base
Em entrevista ao Charla Podcast, o técnico Maurício Souza disse que a decisão de não comprar Samuel Lino não resultou de falta de talento, mas da realidade competitiva do elenco.
O técnico ressaltou que a disputa por posições no elenco sub-20 era grande, o que dificultava a permanência de todos os destaques. Como o contrato de empréstimo com o São Bernardo estava terminando, o Flamengo decidiu não exercer a opção de compra.
Com o fim do empréstimo, o Flamengo decidiu não exercer a opção de compra e devolveu Lino ao São Bernardo. Maurício também disse que a geração anterior à de Vinícius Júnior não recebeu as mesmas oportunidades na sequência.
Lino voltou ao Flamengo em 2018 e seguiu carreira internacional, com passagens por Portugal e pelo Atlético de Madrid, onde se consolidou.
O retorno milionário sete anos depois
A trajetória europeia transformou-o em um jogador bem mais experiente e caro. Em 2025, o Flamengo desembolsou 22 milhões de euros para trazê-lo de volta — um valor estruturado em três parcelas.
A negociação incluiu bônus que podem elevar o investimento total a 25 milhões de euros. O pagamento reflete não apenas o crescimento do atleta, mas também a mudança geracional que agora oferecia espaço para ele no elenco principal.
Diferentemente de sua primeira passagem, desta vez ele encontrou um ambiente receptivo. Em 2026, o camisa 16 é um dos destaques do elenco rubro-negro, com nove gols e dez assistências em 40 partidas.
O ponta integrou os elencos que conquistaram o Brasileirão e a Libertadores no ano anterior, consolidando seu retorno ao clube como um sucesso desportivo.
Nem todos têm uma segunda chance como Lino
João Vítor Reis observou que a história de Lino ilustra uma realidade nem sempre acessível aos talentos da base. O destino trouxe o ponta de volta após sete anos de ausência, mas nem todos na categoria de base recebem oportunidades semelhantes.
Reis citou Yuri César, colega de geração de Lino que também brilhou nas categorias de base do Flamengo. Ao contrário de Lino, César teve poucas oportunidades na equipe principal rubro-negra e está na sexta temporada no futebol árabe.
As trajetórias desses dois jogadores mostram como decisões diferentes podem moldar carreiras. Lino retornou ao Flamengo com um investimento milionário e se tornou destaque, enquanto César foi para o exterior e nunca voltou.
Para o ponta-esquerda, a dispensa na base abriu caminho para a Europa e, depois, para o retorno ao clube carioca.










