Receber cerca de R$ 5 mil por mês já é suficiente para integrar o grupo dos 10% mais ricos do Brasil, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado pelo G1, considera a renda domiciliar per capita e aponta que, em 2025, o rendimento médio de R$ 3.590 por pessoa foi o limite para entrar nessa faixa da população.
Os números mostram que a percepção sobre quem é considerado rico no país costuma ser diferente da realidade estatística. Embora muitas pessoas associem riqueza apenas a grandes empresários ou milionários, a distribuição de renda indica que salários acima da média nacional já colocam parte da população entre os maiores rendimentos.
Renda no Brasil
A pesquisa do IBGE revela que a renda aumenta de forma significativa nas camadas mais altas da distribuição. Para integrar os 5% mais ricos, o rendimento domiciliar per capita chega a R$ 5.519 por mês. Já o grupo que representa o 1% mais rico do país registra renda média mensal de R$ 24.973 por pessoa.
O levantamento também aponta que os maiores rendimentos estão concentrados no Centro-Oeste, especialmente no Distrito Federal. Entre os fatores que ajudam a explicar esse cenário estão os salários do setor público, além do crescimento da renda obtida com aluguéis e aplicações financeiras.
Desigualdade de renda
Enquanto os rendimentos do topo da pirâmide seguem elevados, a realidade da maior parte dos brasileiros é bastante diferente. Em 2025, a renda mediana do país foi de R$ 1.311 por pessoa, o que significa que metade da população vive com esse valor ou menos.
Entre os 20% mais pobres, a renda mensal ficou abaixo de R$ 600 por pessoa. Na faixa dos 5% com menor rendimento, a média foi de apenas R$ 166 mensais.
Segundo o IBGE, a massa de rendimentos das famílias brasileiras alcançou R$ 481,4 bilhões em 2025. Desse total, os 10% mais ricos concentraram 40,3% de toda a renda, enquanto os 70% da população com menores rendimentos dividiram 32,8% desse montante, evidenciando a desigualdade na distribuição de renda no país.










