A vitamina C tem história marcada por descobertas científicas que transformaram a medicina. Em 1.747, o médico James Lind da Marinha Real britânica realizou um dos primeiros testes clínicos controlados da história.
Em um experimento realizado em Edimburgo, na Escócia, ele distribuiu remédios contra o escorbuto para 12 homens divididos em seis duplas. Após uma semana, apenas quem recebeu laranjas e limão diariamente se recuperou o suficiente para cuidar dos companheiros.
A cura só foi descoberta em 1912, isolada 16 anos depois e produzida em laboratório pela primeira vez em 1933. No entanto, a vitamina C vai além de prevenir escorbuto: conheça abaixo as sete frutas que têm mais dessa vitamina que a laranja.
Por que a vitamina C é tão importante
O corpo humano precisa dela para cicatrizar feridas, regenerar tecidos conectivos e fortalecer órgãos ao longo do tempo. Ossos, vasos sanguíneos, cartilagens e pele dependem dela, assim como a absorção de ferro dos alimentos.
O sistema imunológico ganha reforço constante com esse nutriente, que ajuda no combate a infecções. E apresenta propriedades antioxidantes contra o câncer e doenças cardiovasculares. Diferentemente da maioria dos animais, o organismo humano não sintetiza essa substância sozinho — ela precisa vir da alimentação.
Por ser hidrossolúvel, o corpo também não consegue armazená-la, exigindo consumo renovado a cada dia. Mulheres não grávidas e não amamentando devem ingerir 75 mg diários, enquanto homens precisam de 90 mg, segundo a Clínica Mayo.
Adultos não devem ultrapassar 2.000 mg por dia dessa substância.
Como aproveitar ao máximo o nutriente nos alimentos
Vegetais como brócolis, couve-de-bruxelas e pimentão contêm boas quantidades desse elemento, mas a substância se dissolve em água e degrada com o calor. Consumir esses alimentos crus garante o aproveitamento máximo, enquanto o cozimento a vapor preserva mais o valor nutricional que outros métodos.
As frutas oferecem uma opção deliciosa e prática para a alimentação saudável diária. Apenas 3/4 de copo de suco de laranja fornece a quantidade mínima recomendada.
1. Ameixa-kakadu
Nativa da Austrália, essa pequena fruta verde-oliva é conhecida pelos povos aborígenes há milênios. Seus valores desse fator variam entre 2.300 e 3.150 mg por 100 g de polpa — concentrações extraordinárias.
Pesquisas da Universidade de Queensland mostraram que a fruta funciona como conservante natural eficaz. Ela preserva mariscos e crustáceos congelados de forma adequada.
2. Camu-camu
Nativa da Amazônia, cresce em zonas inundadas do Brasil, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela. Sua concentração varia normalmente entre 1.600 e 3.000 mg por 100 g de polpa, podendo alcançar entre 2.500 e 6.000 mg em exemplares específicos conforme variedade e grau de maturação.
O suco tem tom Rosa intenso e é usado em sorvetes. Geleias, batidas e ceviche peruano, embora a acidez tão intensa torne raramente consumida fresca.
3. Acerola
Nativa das regiões tropicais das Américas, a espécie encontra-se amplamente distribuída desde o México até o Brasil. Especialmente de regiões tropicais e subtropicais, a acerola contém cerca de 1.700 mg desse elemento por 100 g.
Com sabor doce e ácido ao mesmo tempo, essa combinação característica oferece uma experiência gustativa única e memorável ao paladar. Estudos indicam que possui entre 50 e 100 vezes mais essa substância que a laranja ou limão.
A fruta é consumida fresca, em sucos, geleias e pó como suplemento vitamínico. Sua popularidade remonta aos tempos pré-colombianos e persiste no mundo inteiro atualmente.
4. Rosa silvestre
Comum na Europa, Ásia e partes da América do Norte, também conhecida como Rosa mosqueta ou Rosa canina. Seu fruto contém 100 a 1.300 mg desse fator por 100 g, conforme espécie, origem e maturação.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi usada como fonte alternativa quando cítricos escasseavam. Seu sabor agridoce, floral e levemente terroso é consumido em infusões, geleias e xaropes.
5. Groselha Indiana
A árvore é sagrada no hinduísmo, símbolo de longevidade e sabedoria. É uma das frutas mais valorizadas na medicina ayurvédica, com bagas contendo até 720 mg disso por 100 g.
Seu sabor extremamente ácido, e azedo e adstringente torna o consumo fresco desafiador. Por isso é consumida seca, curtida, em pó ou cozida em misturas ayurvédicas e chutneys.
6. Baobá
Conhecido em culturas africanas como a “árvore da vida”, o baobá representa sabedoria ancestral e seu fruto contém cerca de 495 mg desse elemento por 100 g de polpa desidratada. Ao contrário da maioria das frutas, é seco por dentro e sua polpa farinhenta se desmancha facilmente em pó.
Essas características o tornam atrativo para bebidas, molhos ou como suplemento nutricional. O produto se apresenta como prático e versátil para diversos usos.
7. Goiaba
Nativa das Américas, sua fragrância é doce ou deliciosamente azeda, com inúmeras variedades disponíveis. Um estudo no Equador concluiu que contém cerca de 500 mg desse fator por 100 g de polpa.
Com algumas variedades alcançando cerca de quatro vezes mais vitamina C que a laranja. É uma fruta climatérica que continua amadurecendo após colheita, facilitando transporte e exportação para mercados distantes.










