Paulo Pezzolano segue no comando técnico do Internacional após a derrota para o Santos, no Beira-Rio. O time colorado saiu perdendo por 3 a 0 no primeiro tempo e ainda perdeu Matheus Bahia, expulso, mas diminuiu para 3 a 2 na etapa final.
O executivo de futebol do clube, Fabinho Soldado, anunciou a decisão em entrevista coletiva ao lado do auxiliar Esteban Conde, que dirigiu a equipe no lugar do treinador, suspenso na partida. A diretoria levou em conta a disposição de Pezzolano para continuar tirando o melhor do elenco, apesar dos resultados ruins. O clube decidiu manter o trabalho iniciado no começo da temporada e a comissão técnica atual.
Diretoria reforça confiança após derrota
Fabinho Soldado justificou a decisão de manter Pezzolano no cargo e disse que ainda confia no trabalho iniciado em janeiro. O dirigente afirmou que a permanência do técnico não era uma resposta automática à sequência de tropeços e defendeu buscar uma reação em campo antes de mudar a comissão.
Segundo Fabinho, trocar o treinador sem a garantia de melhora não resolveria o problema colorado. Na avaliação da diretoria, um novo treinador, sem tempo de trabalho e sem conhecer o grupo, poderia agravar ainda mais a crise.
Retrospecto pesa contra o time
O Inter chegou a esta rodada acumulando dez jogos sem vitória no Brasileirão, além da eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil. Contra o Santos, sofreu 3 a 0 ainda no primeiro tempo. Matheus Bahia foi expulso, mas a reação só veio na etapa final, quando o placar fechou em 3 a 2.
Com 25 pontos, o time gaúcho permanece na zona de rebaixamento, três atrás do Mirassol, primeiro time fora do Z-4. O Inter tem duas vitórias a menos que o rival direto na briga contra o descenso. O time volta a campo no sábado, às 17h, contra a Chapecoense, na Arena Condá.
Chapecoense é a próxima prova
O confronto de sábado, às 17h, diante da lanterna Chapecoense, na Arena Condá, é visto dentro do clube como uma chance de interromper a crise. Fabinho classificou a partida como um termômetro para avaliar se a aposta na permanência do técnico dará resultado em campo.
Segundo o dirigente, o próximo desafio exige uma resposta imediata da equipe diante da torcida, que cobra reação após mais uma derrota no returno. Internamente, o clube vê a vitória em Chapecó como o único resultado capaz de aliviar a pressão sobre o comando técnico.










