Tomado pelo mato e sem uso desde que o Grêmio se mudou para a Arena, o Estádio Olímpico permanece fechado no bairro Azenha, em Porto Alegre. A solução para o local depende da permuta com a construtora OAS 26 e a Karagounis, negociação que se arrasta desde a construção do novo estádio, sem que as partes cheguem a um acordo sobre as obrigações contratuais envolvidas.
Quando ergueu a nova casa na zona norte de Porto Alegre, o Grêmio firmou um acordo para trocar de propriedade com as empresas ligadas à obra, repassando o Olímpico. Um dos motivos do imbróglio, a dívida referente à construção da Arena do Grêmio, deixou de existir depois que o clube e o empresário Marcelo Marques assumiram o pagamento.
Impasse na negociação do Estádio Olímpico com o Grêmio
A direção gremista mantém conversas com a OAS e a Karagounis, vinculada à Caixa Econômica Federal. Ambas receberam prazo até o fim de julho para detalhar como fariam a permuta. Não responderam no período, e as reuniões posteriores não produziram avanços práticos.
O Grêmio reafirma que cumpre todas as obrigações do contrato original. A Coesa, que detém a OAS, e a Karagounis não se pronunciaram sobre o andamento das tratativas.
Obras pendentes e prazos que se aproximam
A infraestrutura no entorno da Arena concentra o principal ponto de discórdia. O Grêmio sustenta que não tem obrigação sobre essas intervenções urbanas e que a OAS 26 deve executá-las e arcar com os custos. A divergência travou a negociação.
Uma possibilidade cogitada foi a cessão parcial do Olímpico à prefeitura de Porto Alegre para que o poder público realizasse as obras por conta própria, e o Ministério Público acompanha as conversas. A Karagounis também deve ao clube gaúcho o pagamento de multa pelo atraso na permuta, com prazo vencido em 2022, além de vagas de estacionamento destinadas à Arena em um empreendimento próximo ao estádio.
Quando o estádio pode finalmente mudar de mãos
A troca de chaves segue sem data definida. Ainda há prazo até 2034 para que ela se concretize, limite que coincide com o fim do direito de gestão que Marcelo Marques comprou e doou ao Grêmio. Depois desse prazo, a OAS e a Karagounis terão direitos residuais sobre o imóvel e voltarão a ser proprietárias plenas dele.
A Karagounis sinalizou disposição para fazer a troca, enquanto a OAS não demonstrou a mesma prontidão. Assim que as chaves forem transferidas, o Olímpico será demolido. Os trabalhos de desmontagem começaram em 2013, mas pararam por causa do entrave jurídico sobre a posse do terreno.
Em um vídeo divulgado recentemente nas redes sociais, é possível ver a área do antigo Olímpico ocupada totalmente por mato e com estruturas em deterioração. Confira abaixo.










