Fundada pelo empresário Sergio Maoka, a rede de farmácias Nissei, alcançou um faturamento bruto de R$ 3,7 bilhões em 2025, um avanço de 17,11% sobre o ano anterior, para a empresa paranaense que começou em um ponto comercial pequeno.
Antes de empreender, Maoka passou por funções de atendimento e gestão em outra rede de farmácias. A venda dessa empresa foi o que o levou a apostar em um empreendimento próprio do mesmo segmento, que hoje é acompanhado pelo CEO Alexandre.
Uma pastelaria para sustentar o início
Durante o período inicial, o faturamento do estabelecimento farmacêutico não bastava para cobrir as despesas da família e ainda financiar o crescimento do negócio. A solução foi abrir uma pastelaria ao lado do negócio principal. A renda do estabelecimento ajudou a sustentar a operação farmacêutica enquanto a farmácia ganhava espaço no mercado local.
Aos poucos, a farmácia passou a se sustentar sozinha, e a pastelaria deixou de fazer sentido no grupo. Mesmo assim, a lógica de crescer sem tirar dinheiro do caixa permaneceu como princípio da empresa até hoje. Mas margens muito apertadas, o que dificulta extrair receita do negócio para financiar expansão.
Expansão que passou por cinco estados
O avanço da rede seguiu etapas bem definidas. Depois de consolidar a base em Curitiba, a companhia abriu unidades na região central da cidade, com a segunda loja chegando em 1991 e a terceira em 1993. Em 1998, a operação já somava 30 pontos de venda.
Na sequência, vieram cidades como Ponta Grossa e Londrina, ampliando a presença no Paraná. O foco foi montar um centro de distribuição no município de Colombo, na Grande Curitiba, além de reforçar a área de logística. Entre 2012 e 2013, a marca cruzou a fronteira estadual pela primeira vez e chegou a Santa Catarina. O movimento abriu caminho para a entrada posterior em São Paulo.
Ritmo mais lento após forte aceleração
Nos últimos dois anos, a rede saiu de cerca de 330 para mais de 470 lojas em 130 cidades, incluindo unidades no Distrito Federal e em Goiás. Neste último estado, já soma perto de 30 endereços, e a empresa incorporou pontos de redes concorrentes, como Poupafarma, em São Paulo, e Santa Marta, no Centro-Oeste.
Em 2022, comprou a Merco, distribuidora voltada a medicamentos especiais. Entre dezembro de 2023 e o fim de 2024, a rede abriu cerca de 100 lojas em 13 meses, acima da média de aproximadamente 25 unidades por ano. A expansão, porém, deu lugar a uma fase de maior cautela.
A ideia é consolidar receita antes de somar novos endereços à rede. Em 2025, o Ebitda consolidado avançou 36,4% para R$ 252 milhões. No segundo trimestre de 2026, a receita bruta consolidada foi de R$ 1,9 bilhão, com Ebitda de R$ 138,6 milhões e margem de 7,25%.
Beleza como aposta para ampliar margem
A iniciativa busca elevar o faturamento por loja sem depender apenas da abertura de novas unidades. São Paulo e Goiás aparecem como os próximos mercados prioritários para uma nova rodada de crescimento no médio e longo prazo.
A capital paulista e a região metropolitana, além da Baixada Santista, já recebem lojas da rede, mas ainda são vistas como território com espaço amplo para uma marca conquistar mais consumidores. O plano da empresa é equilibrar dois movimentos: extrair mais receita das lojas já existentes. E preparar o terreno para futuras aberturas fora do Paraná, sem repetir o ritmo acelerado dos últimos dois anos.










