Eike Batista prometeu se tornar o homem mais rico do planeta em dez anos. ainda no início dos anos 2010. Após se destacar como um dos principais bilionários brasileiros a frente do Grupo EBX, ele viveu uma crise em seu império financeiro.
Em 2012, Eike chegou à sétima posição no ranking global de bilionários da Forbes, com patrimônio avaliado em US$ 30 bilhões. Já em 2013, sua fortuna caiu para US$ 2,9 bilhões, segundo o índice de bilionários da Bloomberg. Um assessor financeiro que participa da reestruturação do grupo estima que a fortuna fique ainda maior, alcançando a marca de US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, após a reestruturação de suas empresas.
A queda de Batista, no entanto, não é um caso isolado. Quando proprietários de grandes empresas vendem suas ações no mercado, os investidores frequentemente interpretam a decisão como desconfiança no futuro do negócio. Esse padrão afeta tanto fortunas individuais quanto empresas inteiras, e a história recente mostra como patrimônios colossais podem desaparecer em pouco tempo.
Vendas de bilionários e a desconfiança do mercado
O mercado interpretou a venda como sinal de desconfiança no negócio, e os investidores também venderam ações. Elas nunca mais retornaram ao nível anterior ao IPO. A empresa, que chegou à Nasdaq (bolsa americana) com grande valor, hoje representa apenas 25% do que valia naquele momento.
A crise financeira de 2008 e suas vítimas
A turbulência financeira que atingiu os mercados em 2008 deixou marcas em Wall Street e nas fortunas de seus executivos. Sanford Weill, ex-CEO do Citigroup, foi um dos símbolos desse impacto.
O banco anunciou perdas bilionárias, e Weill perdeu mais da metade de seu patrimônio, estimado em US$ 1,6 bilhão em 2007. Em 2008, ele saiu da lista de bilionários da Forbes, com patrimônio inferior a US$ 1 bilhão.
Omid Kordestani, 12º funcionário do Google e ex-vice-presidente, acumulou uma fortuna de US$ 2,2 bilhões em 2008. Depois de se apaixonar por uma colega mais jovem, o divórcio de Kordestani.
E da iraniana Bita Daryabari custou caro: ela ficou com metade de seu patrimônio e se vingou financeiramente. Bita gastou milhões da fortuna de Kordestani na festa de casamento com um médico, que incluiu um show particular de Julio Iglesias.
Quando a riqueza desvanece rapidamente
Atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump multiplicou, perdeu dinheiro e faliu quatro vezes: em 1991, 1992, 2004 e 2009. Ainda assim, mantém uma fortuna de US$ 3,2 bilhões, segundo a Forbes. Aubrey McClendon, da Chesapeake Energy, tinha fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão pela Forbes em 2012.
Mas não apareceu na lista de bilionários no ano seguinte, depois de assumir dívidas excessivas. Eric Sprott, canadense dono de uma empresa de metais preciosos, também saiu da lista quando as ações caíram 45%.
Essas histórias revelam como fortunas monumentais podem sofrer reduções significativas em períodos relativamente curtos. O universo dos bilionários, apesar da aparente solidez, revela-se frágil diante de turbulências de mercado, decisões pessoais equivocadas e escolhas corporativas desastrosas.










