Nicolas Cage, ator de 62 anos e rosto reconhecido mundialmente, construiu uma fortuna de US$ 40 milhões — aproximadamente R$ 200 milhões — ao longo de sua trajetória em Hollywood. Sobrinho do diretor Francis Ford Coppola, mudou seu sobrenome para evitar acusações de nepotismo.
Mas sua relação com o dinheiro sempre foi marcada por gastos extraordinários e decisões que o levaram a uma crise financeira severa. Sua carreira atingiu seu auge após vencer o Oscar de Melhor Ator em 1995 por “Despedida em Las Vegas”.
Esse reconhecimento o catapultou para uma era dourada: nos anos 90 e 2000, protagonizou blockbusters como “A Rocha”, “Con Air”, “Outra Face” e a franquia “A Lenda do Tesouro Perdido”, recebendo cachês de até US$ 20 milhões por produção.
Nicolas Cage e sua obsessão por castelos e excentricidades
Com recursos financeiros abundantes, Cage transformou suas compras em reflexo de suas paixões pessoais — especialmente pelo sobrenatural e pelo gótico. Em 2007, adquiriu o Castelo de Midford, em Somerset, pela quantia de 4,75 milhões de libras, equivalente a R$ 32 milhões na época.
O imóvel, construído em 1.775, seduziu o ator por seu estilo gótico. E pela Lenda local que conta ter sido pago originalmente com ganhos de um jogo de cartas. Suas extravagâncias iam além da arquitetura histórica.
Cage pagou US$ 276 mil por um crânio de Tarbossauro de 67 milhões de anos — compra que o levou a disputa acirrada com Leonardo DiCaprio em leilão — mas precisou devolvê-lo às autoridades. Ele também colecionar propriedades de luxo: dois castelos na Europa, uma ilha privada nas Bahamas.
E uma mansão mal-assombrada em Nova Orleans, nos Estados Unidos, onde possui uma tumba em um cemitério local.
Animais exóticos e a lógica criativa do Ator
A paixão de Cage pelo inusitado se estendia aos animais de estimação. Manteve um polvo em casa acreditando que observar a criatura o ajudaria a melhorar suas atuações. Além disso, possuía cobras, um tubarão e até um crocodilo em sua residência. Isso vai transformando sua casa em um acervo vivo de suas obsessões pelo mundo do ocultismo.
O colapso financeiro e a dívida milionária
No final da primeira década dos anos 2000, a realidade bateu à porta de Cage. O IRS cobrou mais de US$ 6 milhões em impostos não pagos, e seu patrimônio estimado em US$ 150 milhões evaporou rapidamente.
Forçado a liquidar ativos para evitar prisão e falência judicial, Cage precisou vender alguns de seus 15 imóveis que possuía na época. O Castelo de Midford foi vendido em 2009 por pouco mais de 3 milhões de libras — significativamente menor que os 4,75 milhões pagos originalmente. O novo proprietário o transformou o local em um resort de bem-estar de luxo após restauração cuidadosa.
A ressurreição através do trabalho incessante
Para evitar prisão e falência judicial, Cage aceitou absolutamente qualquer papel oferecido. Entre 2011 e 2021, trabalhou em uma maratona de dezenas de filmes de baixo orçamento lançados em home vídeo e plataformas de streaming.
Embora criticado por fãs, o Ator defende essa fase como sua salvação financeira e espiritual. A estratégia funcionou, e Cage quitou 100% de suas dívidas com o governo americano e credores privados.
Sua carreira experimentou um renascimento cult, especialmente com “Pig”, um drama gastronômico que ele considera seu melhor trabalho. Recuperado financeiramente, adquiriu uma cobertura de US$ 6,5 milhões em Manhattan com vista para Central Park. Mais seletivo com seus roteiros, retorna ao mercado de super-heróis na série “Spider-Noir” do Prime Video e é apontado nos bastidores como forte concorrente a grandes premiações pela cinebiografia “Madden”.
A trajetória de Nicolas Cage permanece uma das mais fascinantes do cinema: de astro indiscutivelmente bem-pago a devedor milionário, sendo considerado ainda um dos maiores nomes do audiovisual.










