Giovane Élber, aos 54 anos, trocou os estádios europeus pela vida no campo. O ex-atacante, que marcou época no Bayern de Munique e defendeu a Seleção Brasileira, agora acorda cedo para cuidar de mais de 4 mil cabeças de gado em uma fazenda de Barra do Bugres, cidade localizada a 169 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.
Ao contrário de muitos colegas que migraram para cabines de transmissão ou bancos técnicos depois de encerrar a carreira, Élber se afastou definitivamente do setor para se dedicar à pecuária e ao agronegócio. Sua rotina inclui a inspeção de pastagens, o acompanhamento da nutrição dos animais e a verificação da qualidade da água.
Do pai, a herança de pensar no futuro
A transição de Élber para a pecuária começou bem antes de ele deixar os gramados. Ainda na infância, o ex-craque ouviu do pai que era importante investir em terras e propriedades rurais. Seguindo essa orientação, usou os salários recebidos nos clubes por onde passou para comprar propriedades e construir uma base fora do futebol.
Essa visão de longo prazo, construída desde a juventude, facilitou a transição definitiva de Élber para a pecuária após sua aposentadoria do futebol, em 2006. Natural de Londrina, no Paraná, o jogador teve uma carreira baseada no futebol europeu desde cedo. Ele também somou passagens por clubes como Milan, Stuttgart e Lyon, e encerrou a trajetória pelo Cruzeiro, no Brasil.
Além da fazenda, negócios na cadeia produtiva
O envolvimento de Élber com o setor agropecuário vai além da administração da fazenda. O ex-jogador é sócio-proprietário da Rico, empresa que atua no segmento de nutrição animal. A participação amplia a atuação de Élber na cadeia produtiva da pecuária.
Entre ex-atletas brasileiros, Élber seguiu uma trajetória singular. Sua experiência mostra que é possível construir uma carreira fora do futebol com planejamento de longo prazo e investimentos feitos durante a atividade profissional.










