O dono do Arsenal Football Club, Stan Kroenke, é também o proprietário de terras que correspondem a cerca de 2 milhões de campos de futebol. O apontamento foi feito pelo ranking de 2025 da publicação Land Report, que ressalta que antes de se destacar como um dos maiores investidores do esporte mundial, o empresário estadunidense já havia enriquecido atuando no setor imobiliário.
Arsenal e Kroenke no topo do ranking de terras
Ainda de acordo com a publicação, essa foi a maior aquisição de terras já registrada nos Estados Unidos em mais de uma década. Com esse movimento, o empresário superou figuras conhecidas do setor, como John Malone, apelidado de “o caubói da TV a cabo”, e o magnata da mídia Ted Turner. A família Emmerson, ligada à indústria florestal, aparece na sequência do ranking, enquanto Bill Gates ocupa apenas a 44ª posição, com cerca de 111 mil hectares sob seu nome.
O aumento do interesse dos grandes investidores, porém, gera preocupação entre produtores rurais. Muitos agricultores, especialmente os mais jovens, têm dificuldade para competir com compradores bilionários. O custo dos aluguéis subiu em ritmo menor que o valor de compra das terras. Ainda assim, investidores com grande capacidade financeira elevaram os preços e dificultaram o acesso dos produtores às áreas agrícolas.
Terra agrícola como proteção contra a inflação
Fazendas, pastagens e áreas florestais têm ganhado espaço nas carteiras de grandes investidores como forma de proteger o patrimônio da inflação e das oscilações do mercado financeiro. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Órgão responsável por acompanhar o setor agrícola no país, registrou preço de US$ 10,7 mil por hectare de terra agrícola em 2025, alta de 4,3% em relação ao ano anterior. Investidores apostam em tendências estruturais como o crescimento populacional, o aumento da renda global e a maior demanda por alimentos e combustíveis.
A oferta restrita de terras produtivas leva muitos investidores a apostar em uma valorização constante desses ativos ao longo do tempo. A procura por terra como reserva de valor ganhou força depois da crise de 2008, quando investidores passaram a olhar para além dos mercados tradicionais.










