A Isover, marca do grupo francês Saint-Gobain, encerrou a produção de lã de vidro na fábrica de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. A unidade, que funcionava desde 1951, deixou de fabricar o material em 4 de julho de 2026 e será transformada em um centro de distribuição. A Saint-Gobain tem mais de 12 mil funcionários no Brasil.
A mudança também altera a estrutura de trabalho no endereço. Cerca de 100 empregados diretos e 50 trabalhadores indiretos foram afetados pelo encerramento da atividade industrial, segundo informações divulgadas sobre o caso.
Por que a fábrica fechou
O fim da produção está relacionado a um Termo de Compromisso Ambiental firmado com o Ministério Público de São Paulo. O acordo foi resultado de anos de reclamações de moradores da região sobre fumaça, odores e ruídos associados à operação da unidade.
A localização da fábrica também passou a ser um fator de pressão. Santo Amaro teve forte expansão urbana ao redor do complexo industrial, aproximando residências e condomínios da área de produção.
Segundo o portal Tempo Novo, a empresa recebeu autos de infração entre 2023 e 2025 relacionados a odores percebidos fora do terreno. O cronograma do acordo previa ainda a desmobilização do forno de fusão até 31 de julho.
O que muda no local
Com o encerramento da fabricação, o endereço deixa de funcionar como unidade industrial da Isover. A empresa informou que o espaço será usado como centro de distribuição, mantendo o fornecimento de produtos no mercado brasileiro.
A Saint-Gobain também afirmou que a operação sempre seguiu as normas ambientais e que foram implantadas mais de 60 medidas para reduzir impactos. Entre as ações citadas estão mudanças nas descargas, redução do funcionamento aos fins de semana e outras adequações na rotina da planta.
A etapa seguinte envolve a retirada dos equipamentos e a destinação adequada dos resíduos. O acordo também prevê estudos para verificar possíveis áreas de contaminação do solo e medidas de recuperação, caso sejam identificados problemas.
Em caso de descumprimento das obrigações previstas, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por dia, com correção monetária até o pagamento.










