A influenciadora Virginia Fonseca compartilhou recentemente a preocupação com o desenvolvimento da comunicação de José Leonardo, seu filho caçula com o cantor Zé Felipe. Com 1 ano e 11 meses de idade, o menino faz tentativas de se expressar, mas ainda não consolidou a fala por completo, levando a família a procurar acompanhamento fonoaudiológico.
A fonoaudióloga Adriana Fiore esclarece que nessa fase não se deve focar apenas em quantas palavras a criança pronuncia. O que realmente importa é o que ela está construindo internamente para que a linguagem se desenvolva adequadamente.
Repertório e acompanhamento fonoaudiológico no desenvolvimento infantil
Antes da primeira palavra sair da boca, a criança passa por etapas essenciais de aprendizado. O ambiente, as vivências e as experiências moldam a capacidade de comunicação muito antes do vocabulário aparecer. Adriana explica que a criança precisa conhecer pessoas, objetos e ações, compreender o que acontece ao seu redor e atribuir significado a essas vivências.
Sem esse alicerce de experiências, fica difícil para a criança ter material para falar. Por isso, construir repertório (guardar na memória tudo aquilo que a criança vivencia) é o passo inicial e fundamental para que a linguagem emerja de forma natural.
Sinais de comunicação que vão além das palavras
Os pais devem observar muito mais que a quantidade de palavras ditas. Habilidades como intenção de comunicar, olhar compartilhado, gestos, apontar, imitação, compreensão da linguagem e capacidade de trocar turnos de fala revelam como a comunicação está sendo construída. Esse conjunto de comportamentos indica se o desenvolvimento segue no caminho esperado.
Quando alguma dessas habilidades não avança como previsto, a intervenção fonoaudiológica precoce pode fazer diferença. O objetivo não é criar rótulos ou apressar diagnósticos, mas oferecer estímulos durante esse período crítico de aprendizagem, permitindo que a linguagem se desenvolva em suas bases.
O papel indispensável da família no desenvolvimento
Acompanhamento profissional é importante, mas seu efeito depende do que ocorre dentro de casa. A família precisa ser orientada sobre como reconhecer as tentativas de comunicação da criança e ampliar seu repertório nas situações cotidianas como brincadeiras, banho, alimentação, passeios ou leitura de livros.
Com os estímulos corretos aplicados de forma consistente, a evolução reduz significativamente os riscos de dificuldades futuras. Essa continuidade entre sessões profissionais e rotina familiar é o que transforma a intervenção em resultado concreto no desenvolvimento infantil.










