Ricardo “Tuca” Ferretti, técnico brasileiro com vasta experiência no futebol mexicano, criticou duramente o trabalho de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. O ex-treinador da seleção mexicana, que dirigiu o país de forma interina em 2015 e 2018, reprovou a decisão da CBF de mantê-lo no cargo até 2030.
Em entrevista à ESPN México, Ferretti chamou a escolha do italiano de uma verdadeira burrada e disse que a equipe não apresenta sangue, entrega ou disposição em campo — características que ele considera indispensáveis para uma seleção nacional.
“Ancelotti é um morto. Foi uma burrada da federação brasileira. Uma verdadeira burrada! Olha o que ele fez com a seleção brasileira. Não tem sangue, entrega, nada. Conseguiu fazer o pior. Burrada”, disse o técnico brasileiro.
As críticas ao trabalho de Ancelotti
Ferretti não poupou palavras ao descrever a gestão do italiano. Comparou o desempenho brasileiro ao do Real Madrid no último ano de Ancelotti, sugerindo que ambas as equipes enfrentaram dificuldades sob seu comando. O técnico apontou especificamente a partida contra a Noruega como exemplo da fragilidade tática, ressaltando que não houve pressão defensiva adequada.
Para Ferretti, o problema vai além da tática. Na visão dele, um técnico precisa compreender profundamente a cultura futebolística do país que dirige. No caso de um treinador estrangeiro no comando do Brasil, porém, ele questiona essa compreensão.
“Você viu a partida contra a Noruega? Gostou? Viu a entrega dos brasileiros? Nenhuma, zero. Não houve entrega dos brasileiros. Não é possível que um jogador controle a bola, domine e faça o gol sem que nenhum jogador saia para pressioná-lo. Sabe como o Brasil jogou? Como o Real Madrid no último ano do Ancelotti “, afirma Ferretti.
Suas críticas surgiram durante um debate na ESPN México sobre a comissão técnica mexicana, quando foi questionado sobre a presença de profissionais estrangeiros no projeto de Javier Aguirre.
Trajetória e experiência de Ferretti
Ferretti construiu a carreira no futebol mexicano, com passagens por Tigres, Pumas, Chivas, Toluca, Morelia, Juárez e Cruz Azul, clubes em que consolidou sua reputação. Pela seleção mexicana, sua experiência foi limitada: disputou apenas dez jogos nas duas passagens interinas pelo cargo. Essa experiência oferece perspectiva sobre os desafios específicos de dirigir uma equipe nacional.










