Antônio de Medeiros, nascido em 15 de abril de 1924, frequentava uma academia de musculação todos os dias até maio de 2026. Aposentado, ele treinava em uma unidade do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Bauru, no interior de São Paulo, sempre pela manhã. A rotina foi registrada pelo portal G1 em maio deste ano.
O visual de Antônio já virou marca registrada no local, camisa polo, chapéu e luvas nos pesos. Depois do treino, ele pegava o carro e dirigia de volta para casa sozinho, sem ajuda de ninguém.
Os exercícios envolviam aparelhos de musculação convencionais, com foco no fortalecimento muscular por meio de carga e resistência. A sequência era definida pelos professores da academia, e Antônio seguia o programa sem precisar de adaptações nos equipamentos.
Começou tarde, nunca parou
Antônio não praticava esporte quando jovem. A atividade física só entrou na rotina dele perto dos 70 anos, com aulas de natação no próprio Sesi. A musculação veio depois, entre 2008 e 2009, quando ele já tinha mais de 80 anos.
O professor Wendell Lima, responsável pelo acompanhamento, contou ao G1 que Antônio executava os movimentos com postura correta e não precisava de adaptações nos equipamentos. A supervisão se concentrava em garantir segurança quando o próprio aluno pedia alguma mudança nos exercícios. Segundo o professor Wendell Lima, a lógica do treino seguia o mesmo padrão aplicado aos outros alunos da academia.
Efeito na academia
A presença de Antônio mudava o clima no espaço. A aluna Carla Catarin contou que conviver com ele no dia a dia funcionava como um incentivo concreto para o grupo continuar treinando.
Não há registros mais recentes sobre a situação atual do aposentado. O material mais recente disponível é a reportagem de maio, que também incluiu imagens dele ao volante do próprio carro logo após o treino.










