O diretor do Flamengo, José Boto, disse que o clube rubro-negro nunca pretendeu contratar Luiz Henrique, apesar dos rumores sobre a negociação com o Zenit nesta janela de transferências. O dirigente afirma que a possibilidade surgiu por meio de intermediários do atacante, mas desabou quando as conversas com o time russo avançaram.
Segundo Boto, a estratégia do Rubro-Negro é trazer atletas jovens, com margem de desenvolvimento e capacidade para assumir protagonismo nos próximos anos, em vez de apenas atender às demandas imediatas da temporada. Para o dirigente, essa mudança era o que o clube precisava para se preparar para os próximos ciclos.
Como a negociação começou e por que desabou
Depois de não conseguir contratar Thiago Almada — que preferiu permanecer em Buenos Aires mesmo diante de uma proposta conjunta com o Atlético de Madrid —, o Flamengo recebeu Luiz Henrique como alternativa. O representante do atacante sinalizou interesse e permitiu o início das tratativas.
Quando Boto e sua equipe entraram em contato com o time russo para discutir as condições, os valores eram muito diferentes dos apresentados pelos intermediários. Boto deixou a negociação após constatar que os números não faziam sentido para o Flamengo.
Os números que enterraram o acordo
O Flamengo iniciou as conversas oferecendo 20 milhões de euros, aproximadamente R$ 116,9 milhões. O Zenit, porém, exigiu 30 milhões de euros fixos — R$ 175,4 milhões — mais 5 milhões de euros em bônus — cerca de R$ 29,2 milhões. O total superava o orçamento disponível do clube carioca.
O presidente Bap estabeleceu um teto de 25 milhões de euros, equivalente a R$ 146,2 milhões, para qualquer contratação de grande porte nesta janela. Boto conduziu as negociações ciente do limite e se recusou a ultrapassar o orçamento, para não comprometer as finanças do clube. Luiz Henrique, por sua vez, busca retornar à Seleção Brasileira e integrar o novo ciclo que será construído sob Carlo Ancelotti, o que aumentava seu desejo de sair do Zenit.
O novo rumo do Flamengo na janela
Enquanto as negociações por Almada e Luiz Henrique não avançavam, o Rubro-Negro finalizou a chegada de Joaquín Freitas, de 19 anos, e Anthony Valencia, de 23 anos. Os dois tinham o perfil buscado por Boto: jogadores jovens com potencial de crescimento e protagonismo no futuro.
As duas contratações reafirmam a estratégia de Boto para o clube: reforçar o elenco pensando no médio prazo, com jogadores que ainda possam evoluir. O objetivo não é apenas preencher lacunas imediatas da temporada, mas preparar o Flamengo para as competições e os desafios dos próximos ciclos.










