Segundo dados divulgados através da lista de bilionários da revista Forbes neste ano de 2026, os herdeiros do Grupo Mateus têm agora R$ 1 bilhão cada no setor de varejo, ante R$ 2,1 bilhões em 2025. O fundador da rede, de 63 anos, perdeu R$ 4,2 bilhões, e sua fortuna caiu de R$ 7,7 bilhões para R$ 3,5 bilhões.
Ao todo, a família perdeu R$ 6,4 bilhões em valor durante a reestruturação da terceira maior rede de supermercados do Brasil. Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a empresa encerrou 28 lojas e cortou aproximadamente 6,6 mil postos de trabalho em seis estados, e o processo gerou despesas operacionais.
A trajetória do patriarca até o topo
Em 1986, Ilson Mateus abriu em Balsas, no sul do Maranhão, uma mercearia de 50 metros quadrados, depois de identificar o potencial agrícola da região com a expansão da soja. O comércio acabou virando uma das principais empresas do setor de varejo no Brasil.
Do Armazém Mateus ao IPO na B3
Entre 2000 e 2007, a companhia se expandiu seus negócios para cidades como Imperatriz e São Luís e criou o Mix Atacarejo, bandeira dedicada ao modelo de atacado. Em 2020, a empresa abriu capital na B3, a Bolsa de Valores brasileira, denotando um novo salto em seus negócios.
Faturamento bilionário e pressão fiscal
A companhia encerrou 2025 com faturamento bruto de R$ 43,5 bilhões e operava cerca de 490 unidades em nove estados das regiões Norte e Nordeste. Em um ano, reduziu em 13,9% o quadro de funcionários, de 47,9 mil para 41,2 mil trabalhadores.
Uma autuação da Receita Federal, em junho de 2026, aumentou a pressão sobre o grupo. O auto de infração, de R$ 1,28 bilhão, questiona a exclusão de créditos de ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL referentes aos anos de 2022 e 2023.
As ações da empresa caíram quase 5% logo após a divulgação da autuação, refletindo o impacto imediato do risco fiscal no mercado. A combinação dos custos do fechamento de lojas, do corte de pessoal e da autuação pressionou o valor da companhia e reduziu a fortuna dos sócios fundadores.










