A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e a publicidade de produtos comercializados pela Puríssima e pela Citrus Farmácia de Manipulação, duas empresas sediadas em São Paulo com atuação digital em todo o Brasil. Segundo o órgão, as farmácias vendiam medicamentos manipulados pela internet sem exigir receita médica dos clientes. Os detalhes da investigação foram divulgados pelo portal ND Mais.
Farmácias de manipulação produzem medicamentos personalizados, ou seja, fórmulas preparadas sob medida para um paciente específico com base em receita de um profissional de saúde. A venda sem esse documento fere as regras sanitárias do setor. Foi exatamente esse descumprimento que a fiscalização identificou nas duas empresas, que usavam sites e redes sociais para ofertar os produtos sem qualquer exigência de prescrição.

O que foi proibido
No caso da Puríssima, a Anvisa barrou o produto chamado Puríssima Saúde Personalizada. A fiscalização constatou que o item era anunciado e vendido livremente nos canais digitais da marca, sem nenhuma solicitação de receita no momento da compra. A empresa está impedida de divulgar ou comercializar o produto nas condições flagradas pelos fiscais.
A Citrus cometeu infração semelhante. A farmácia vendia medicamentos manipulados de forma padronizada, ignorando a obrigação legal de preparar uma fórmula individual para cada paciente. As vendas ocorriam nas plataformas digitais da empresa sem qualquer exigência de receituário, o que configura descumprimento direto das normas da Anvisa para o segmento de manipulação.
Outras ações da Anvisa
A operação da agência foi além das duas farmácias. A Anvisa também proibiu a propaganda e a venda de produtos à base de cannabis sem registro formal no país, categoria que vinha sendo comercializada de forma irregular por diferentes empresas no mercado digital.
Fiscais federais ainda ordenaram a apreensão de lotes de gases medicinais fabricados por uma empresa sem autorização legal para operar no setor. Com as medidas, todos os itens listados perdem a autorização de comercialização e as empresas ficam proibidas de manter campanhas ativas para oferecê-los aos consumidores.










