Ana Hickmann e Edu Guedes se casaram diante de 150 convidados em uma fazenda do ano de 1820 localizada em Araras, no interior de São Paulo, em um imóvel que os dois passaram os últimos dois anos reformando. A propriedade, chamada de “Casa Gialla”, conta com um jardim de 50 mil metros quadrados e foi o foco das atenções do casal nos meses que antecederam a cerimônia.
Para deixar o espaço pronto a tempo da celebração, foram plantadas 15 mil placas de grama com adubo orgânico, além de mais de mil mudas de diversas espécies selecionadas para o paisagismo. A iniciativa surgiu da necessidade de controlar a terra vermelha que tomava grande parte do terreno e chegava a se espalhar para dentro da residência.
Um terreno abandonado que virou refúgio
Antes da reforma, o rancho em Araras estava tomado por poeira, barro e resquícios de área cultivada. Hickmann relatou que um dos maiores incômodos no dia a dia era justamente esse pó vermelho que mancha superfícies e resiste à limpeza comum.
Apesar do estado de abandono, os 50 mil metros quadrados de área verde foram decisivos para a escolha do imóvel. A paisagem ampla e o potencial do terreno convenceram o casal a investir na propriedade mesmo diante do trabalho que viria pela frente.
Grama e mudas cobrem área reformada
A apresentadora assumiu a frente do projeto de paisagismo, priorizando a área que receberia a cerimônia. Até agora, 6,5 mil m² já foram reformados, embora o plano completo para o jardim ainda esteja em andamento.
A fachada da casa já contava com grama do tipo Batatais, mantida durante a obra, enquanto o restante da área verde recebeu grama São Carlos, variedade adaptada ao clima seco e ensolarado da região. A escolha de duas espécies diferentes respondeu tanto à estética quanto às condições climáticas do município.
Plantas escolhidas com apoio técnico
A seleção das espécies decorativas buscou um visual orgânico, sem linhas muito marcadas, para reforçar a atmosfera rural do local. Parte da vegetação já existia no terreno e reagiu bem ao novo manejo, enquanto outras mudas foram incluídas depois de uma avaliação do solo. Do clima e da temperatura da região, com apoio de uma empresa especializada em paisagismo.
Costela-de-adão, buchinhos de diferentes tamanhos e flores em tons brancos e azuis compõem o visual do jardim, posicionados sem divisória entre a grama e as plantas. O estilo clássico da construção de 1820 guiou as escolhas, buscando harmonia entre a arquitetura tradicional e a vegetação ao redor.
O processo seguiu um conceito de “jardins de sete camadas”, inspirado em tendência europeia. A proposta combina plantas de diferentes alturas justamente para garantir que sempre haja flores, em qualquer época do ano. A listagem detalhada inclui 420 mudas de lírio-da-praia, 380 de Sunpatiens, 260 de moréia, 14 buchinhos ornamentais grandes, 22 pequenos, 55 mudas de viburno pequeno, 12 grandes na frente da casa e 80 mudas de primavera.
Durante a reforma, iniciada na época da Copa do Mundo quando Edu Guedes cobria um evento esportivo em Portugal, descobriu-se um ninho de beija-flor construído em um arbusto da entrada. A “Casa Gialla” segue como projeto em andamento, com um lago planejado para ser construído em 2027, aproveitando uma terraplanagem realizada antes do casamento.
Como o conceito de “jardins de sete camadas” mantém flores o ano inteiro
O jardim foi organizado com plantas de alturas variadas sobrepostas umas às outras, inspirado em uma tendência europeia. Essa estrutura em camadas funciona porque diferentes plantas florescem em diferentes épocas do ano. Enquanto algumas descansam no inverno, outras estão em seu auge na primavera, e assim, sempre há algo florescendo, independentemente da estação.
O princípio tem origem na permacultura, método de cultivo que toma como modelo o funcionamento das florestas naturais. Em uma floresta real, você encontra árvores grandes no topo, árvores menores abaixo delas, arbustos, plantas herbáceas e assim por diante, cada camada ocupando um espaço diferente e florescendo em seu próprio tempo.
O paisagismo da fazenda reproduz esse princípio, misturando buchinhos, costela-de-adão, flores brancas e azuis em alturas variadas para obter o mesmo efeito contínuo de beleza.
A escolha do regime de bens e o pacto antenupcial em casamentos com patrimônio estabelecido
Quando duas pessoas chegam ao casamento já com bens, empresas e investimentos construídos ao longo de suas vidas profissionais. A decisão sobre como o patrimônio será administrado durante o casamento deixa de ser apenas burocrática.
O regime de bens, a regra legal que determina como os bens serão compartilhados, pode definir tudo: como o casal administrará os imóveis, se aplicações financeiras feitas por um serão consideradas comuns ou separadas, e o que acontecerá com esses bens em caso de divórcio ou falecimento.
Por essa razão, casais com patrimônio significativo frequentemente usam o pacto antenupcial, um documento que permite estabelecer regras patrimoniais antes do casamento. Segundo especialistas em direito de família, isso não significa falta de confiança: pelo contrário, é uma ferramenta para deixar previamente estabelecido como questões complexas serão tratadas.
Quanto maior e mais diversificado for o patrimônio, mais importante é que essas regras estejam claras por escrito, para evitar interpretações diferentes no futuro.










