Aos 53 anos, a apresentadora Adriane Galisteu passou por transformações intensas que a levaram a refletir profundamente sobre aceitação e a passagem do tempo. A menopausa trouxe mudanças corporais inesperadas e sensações que inicialmente a desestabilizaram, mas também abriram portas para uma nova forma de compreender a vida e suas etapas.
Em entrevista à revista Quem, a apresentadora compartilhou como foi receber o diagnóstico de menopausa. No início, o impacto foi avassalador. Mudanças na pele, no cabelo, no corpo, além de calores. Mal-estar e uma tristeza que não correspondiam ao que ela esperava de si mesma naquela fase.
O desafio da aceitação e o caminho do tratamento
Galisteu descreve o período como particularmente desafiador profissionalmente. Olhar para a agenda lotada enquanto mal conseguia sair da cama criou um conflito entre as demandas externas e o que seu corpo vivia internamente. A vergonha de não conseguir corresponder às expectativas agravava ainda mais a situação, mas o diagnóstico trouxe alívio ao nomear o que estava acontecendo.
Receber o tratamento se tornou um ponto de virada, contudo, a apresentadora esclarece que a reposição hormonal é apenas uma parte da solução. Mudanças no estilo de vida, reeducação alimentar e compreensão dos processos corporais são igualmente essenciais.
O que funcionava antes da menopausa cessa de funcionar, e essa transição exige adaptação em múltiplas frentes, fato que raramente é comunicado com clareza às mulheres que vivem essa fase.
Gerações diferentes, mesma transformação
Galisteu observa que as gerações futuras enfrentarão a menopausa de forma distinta, já informadas e preparadas para compreender seu caráter natural e temporário. Para sua geração, no entanto, a menopausa trouxe uma reflexão mais profunda: envelhecer é um privilégio que poucos conquistam. A alternativa, como ela coloca, seria não chegar a essa fase.
Essa mudança de perspectiva levou a apresentadora a contemplar a finitude. Diferentemente de outros desafios estéticos e corporais que possuem soluções, a passagem do tempo em si não oferece fuga. Essa constatação a impactou mais intensamente que qualquer sintoma físico da menopausa.
A urgência de viver plenamente
A consciência de estar na segunda metade da vida, e na metade mais curta dela, despertou em Galisteu um senso de urgência que antes não existia. Essa tomada de consciência transformou sua relação com o tempo e suas prioridades, levando-a a abandonar a espera pelo “momento perfeito” para agir. Viver deixou de ser algo para depois, tornou-se uma questão de agora.










