O cantor Roberto Carlos decidiu apoiar Fernanda Passos, viúva de Erasmo Carlos, no conflito judicial que ela enfrenta com os filhos do parceiro de Jovem Guarda. O apoio inclui ofertas de ajuda financeira e a disposição de testemunhar a favor dela nos tribunais.
Esse posicionamento teria custado ao Rei a parceria comercial com Leonardo Esteves, caçula de Erasmo e seu agenciador desde 2023. Leonardo havia gerenciado a carreira do próprio pai durante 10 anos antes de passar a cuidar dos shows de Roberto Carlos.
O rompimento entre o cantor e o empresário foi anunciado nas redes sociais em 6 de agosto, em uma decisão descrita como amigável e tomada de comum acordo entre os dois.
Uma amizade de seis décadas pesa na balança
A parceria musical entre Roberto Carlos e Erasmo atravessou mais de seis décadas e confere peso simbólico à escolha do cantor de se alinhar com a viúva quando o conflito com os herdeiros se intensificava. Para Gil e Leonardo, o gesto público de apoio pode ter influenciado a percepção emocional do caso, mesmo sem impacto jurídico direto sobre o inventário.
Fernanda reivindica parte relevante do patrimônio deixado por Erasmo, abrangendo imóveis e valores ligados aos direitos autorais das composições do artista. Os filhos contestam trechos do inventário e questionam como os bens estão sendo administrados.
Herança em disputa e suspeitas de transferências
Os irmãos identificaram duas transferências no valor total de R$ 345 mil para contas de Fernanda, feitas dias antes da morte do cantor. A principal suspeita dos herdeiros recai sobre um repasse de R$ 300 mil registrado em 22 de novembro de 2022, dia em que Erasmo morreu, aos 81 anos.
Os filhos solicitaram abertura de inquérito policial para investigar as movimentações. Porém, o Ministério Público (MPRJ) decidiu não dar prosseguimento à denúncia, concluindo que o pedido não apresentava elementos concretos suficientes para justificar investigação criminal contra Fernanda. O órgão também apontou que a iniciativa dos herdeiros tinha viés misógino em relação à viúva.
Investigação estacionada, disputa civil segue
A decisão do MPRJ encerrou a via criminal do caso. Na esfera civil, o inventário e a divisão dos bens continuam em disputa entre as partes.










