Um empreendedor do Rio Grande do Sul criou um carvão que acende sem líquido inflamável nem esforço extra do churrasqueiro. A invenção de Wilian Biolo deu origem à Brazah, marca que fatura cerca R$ 1,2 milhão por ano e agora busca expandir pelo país por meio de franquias.
A meta é tornar-se a primeira empresa de carvão a operar com franquias em todo o país. Biolo quer um carvoeiro parceiro em cada estado para levar a marca a todas as regiões. O setor ainda não tem um modelo como esse.
Parcerias já avançam para fora do Sul
A empresa fechou parceria para vender o produto em São Paulo a partir de setembro e já tem clientes em Santa Catarina. Também prepara uma operação no Rio de Janeiro, além dos distribuidores que mantém no Paraná e no Mato Grosso.
Segundo Biolo, o modelo de franquia foi criado para contornar um obstáculo antigo do mercado: a logística. Transportar carvão por longas distâncias encarece o produto e dificulta a criação de marcas fortes fora da região de origem. Por isso, cada estado costuma ter seu próprio fornecedor consolidado.
Um mercado sem marca nacional consolidada
Não existe hoje uma marca de carvão reconhecida em todo o país, capaz de acompanhar o consumidor de um estado a outro. Cada região tem seus próprios fabricantes e preferências. A Brazah tenta romper essa fragmentação com o sistema de franquias.
A empresa patenteou o protótipo do carvão de acendimento facilitado e repassou sua fabricação a parceiros espalhados pelo país. Esses carvoeiros produzem e vendem o item localmente, enquanto a marca recebe royalties pelo uso da tecnologia e do nome.
A pergunta que deu origem ao produto
Antes de empreender no ramo do carvão, Biolo já tinha ligação com o fogo: sua família tem uma churrascaria, e ele atuou como bombeiro voluntário por anos. A ideia de montar o próprio negócio o levou a uma feira de startups no Rio Grande do Sul, onde teve a ideia que deu origem ao produto.
Ao ouvir alguém comentar sobre a vontade de assar um churrasco mais rápido, questionou alternativas como cortar a carne mais fina ou aproximar as peças do fogo. Pensou em um carvão que acendesse com mais facilidade e rapidez, sem exigir tanto preparo do assador.
Dois anos de testes até o produto final
Foram mais de dois anos de estudos e cerca de 200 testes até o carvão funcionar como planejado. Encontrar fornecedores dispostos a inovar em um produto tradicional foi um dos maiores desafios do processo.
Biolo descreve o carvão como um item milenar, sempre vendido em sacos e sem diferenciação. O empreendedor decidiu desafiar esse padrão ao desenvolver uma versão prática, hoje protegida por patente e em fase de expansão para novos estados.










