O segmento brasileiro de carros híbridos plug-in (PHEV) soma 96.900 emplacamentos em 2026, segundo dados da ABVE Data, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Os dados abrangem o período entre janeiro e julho e mostram como uma tecnologia antes vinculada a modelos de luxo se torna cada vez mais comum nas ruas do país.
Neste cenário, o BYD Song lidera o segmento com folga sobre os concorrentes diretos. O SUV chinês somou 38.372 emplacamentos e responde por 39,60% do mercado de híbridos plug-in no período analisado — quase três vezes o volume do vice-líder.
Liderança do BYD Song em carros híbridos plug-in
O resultado consolida o Song entre os SUVs eletrificados para quem busca uma alternativa aos modelos movidos apenas a combustão. Com quase 40% do segmento PHEV, o modelo reforça a presença da BYD no mercado brasileiro de veículos eletrificados.
O GWM Haval H6 aparece na segunda posição, com 13.478 vendas e 13,91% de participação no acumulado. O resultado reforça a presença das marcas chinesas, que investem na eletrificação enquanto fabricantes tradicionais ainda buscam espaço nesse nicho em expansão.
Terceiro lugar e GWM com duas posições no top 5
A BYD também ocupa a terceira colocação com o BYD King, sedã que registrou 9.810 emplacamentos e 10,12% do mercado PHEV. Com duas posições entre os três primeiros, a montadora chinesa responde por praticamente metade do segmento.
O Jaecoo 7 fica em quarto lugar, com 9.485 unidades e 9,79% de participação. A GWM coloca dois modelos no top 5: além do Haval H6, o Tank 300 ocupa a quinta posição, com 3.209 exemplares e 3,31% de participação. A estratégia cobre perfis distintos, de SUVs para uso cotidiano a veículos com proposta mais robusta.
Composição do top 10 e transformação do mercado
Completam a lista o Leapmotor C10 REEV com 3.019 unidades (3,12%). A Geely EX5 EM-i com 2.020 (2,08%), o Jetour T2 com 1.896 (1,96%), o Denza B5 com 1.877 (1,94%) e o Volvo XC60 com 1.682 unidades (1,74%). Esse último é o único representante de marca tradicional entre os dez primeiros colocados.
A composição do ranking evidencia uma transformação profunda no cenário automotivo brasileiro. Sete das dez posições pertencem a marcas chinesas, que estão cada vez mais inseridas ao mercado nacional. Enquanto isso, montadoras da indústria tradicional permanecem representadas apenas pelo Volvo XC60.










