O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, afirmou na última quarta-feira (5) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, vive em condições precárias na Espanha. Em entrevista exclusiva ao portal Poder360, Quaquá defendeu que Fábio Luís não usou a influência do pai para enriquecer.
A declaração ocorre em meio a três inquéritos da Polícia Federal (PF) que investigam Fábio Luís por suposto tráfico de influência no Palácio do Planalto. Um dos focos da investigação é o recebimento de uma mesada de R$ 300 mil, ligada a um indivíduo conhecido como Careca do INSS. O esquema foi revelado em dezembro de 2025 pelo próprio Poder360.
Quaquá admitiu que as investigações geram desgaste político para a campanha de reeleição de Lula em 2026. Mesmo assim, o dirigente disse ter uma relação pessoal próxima com Fábio Luís e afirmou ter aconselhado o empresário recentemente. Ele garantiu que a inocência do filho do presidente será comprovada ao fim do processo.
Outras conexões investigadas
A Polícia Federal também monitora a empresária e lobista Roberta Luchsinger, que prestou serviços ao Careca do INSS, tem relação de amizade com Fábio Luís e foi citada em inquéritos sobre fraudes na Previdência Social.
Luchsinger aparece em uma transferência de R$ 249 mil feita a Marco Aurélio, o Marcola, ex-chefe de gabinete do governo. Quaquá defendeu a transação como um empréstimo comum entre conhecidos e disse que há comprovantes de quitação da dívida.
Saída da campanha
Marcola foi o responsável pela agenda oficial de Lula de janeiro de 2023 até 21 de julho de 2026. Ele havia deixado o cargo para integrar a coordenação da campanha de reeleição, mas abandonou o posto no comitê eleitoral na mesma quarta-feira (5) em que a entrevista de Quaquá foi ao ar.










