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VÍRUS

O que é hantavírus: entenda doença ligada a mortes em cruzeiro

Surto suspeito em cruzeiro na Holanda deixou mortos e reacende alerta sobre vírus transmitido por roedores, que pode causar quadros graves respiratórios e renais

Diario de Pernambuco

Publicado: 04/05/2026 às 11:11

Vista geral do navio de cruzeiro MV Hondius parado ao largo do porto da Praia, capital de Cabo Verde/ AFP

Vista geral do navio de cruzeiro MV Hondius parado ao largo do porto da Praia, capital de Cabo Verde ( AFP)

Um surto suspeito de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro com sede na Holanda resultou na morte de três pessoas e deixou outras três doentes, conforme informações divulgadas por autoridades e pela imprensa internacional no domingo (3).

A infecção está associada principalmente ao contato com roedores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão ocorre, em geral, quando partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva desses animais são dispersas no ar e inaladas por humanos, situação comum em ambientes onde há infestação, como locais com ninhos de ratos ou camundongos. Em circunstâncias raras, pode haver transmissão entre pessoas. O nome do vírus tem origem na região do Rio Hantan, na Coreia do Sul, onde foi identificado pela primeira vez na década de 1970, de acordo com a revista médica The Lancet.

O hantavírus integra um grupo de agentes infecciosos capazes de provocar duas formas principais de doença: uma que compromete os pulmões e outra que afeta os rins. A variante pulmonar, mais frequente nas Américas, chama atenção pela gravidade, com taxa de mortalidade em torno de 40%. Dados do governo canadense indicam que cerca de 200 casos dessa forma da doença são registrados anualmente no mundo. Em 2025, a pianista Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, morreu no Novo México em decorrência da síndrome pulmonar por hantavírus, conforme apontou a autópsia.

O navio de cruzeiro MV Hondius atracado ao largo do porto da Praia, capital de Cabo Verde - AFP
O navio de cruzeiro MV Hondius atracado ao largo do porto da Praia, capital de Cabo Verde (crédito: AFP)

Os primeiros sinais da doença costumam surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus, conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe comum, incluindo febre e fadiga. Com a progressão do quadro, entre quatro e dez dias depois, podem aparecer manifestações mais graves, como tosse, dificuldade para respirar e acúmulo de líquido nos pulmões. O diagnóstico precoce é considerado um desafio, especialmente nas primeiras 72 horas.

Não há tratamento específico para a infecção. O atendimento médico é baseado em medidas de suporte, como hidratação, repouso e, em casos mais graves, auxílio respiratório com o uso de ventilação mecânica.

A prevenção, segundo especialistas, está diretamente relacionada ao controle de roedores em ambientes frequentados por pessoas. Recomenda-se evitar varrer ou aspirar fezes secas desses animais, prática que pode espalhar partículas contaminadas no ar e aumentar o risco de infecção. Com informações da CNN.

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