Humberto não rotula time de Raquel Lyra
Senador evita tachar palanque da governadora de bolsonarista e vê Lula como decisivo se deslocar dois ou três por cento dos votos
Publicado: 21/08/2026 às 00:00
Humberto Costa não tacha palanque de Raquel Lyra de bolsonarista (Rafael Vieira/DP Foto e Miva Filho/Secom)
Concorrendo ao Senado na chapa encabeçada por João Campos e um dos principais interlocutores do presidente Lula em Pernambuco, o senador Humberto Costa não considera possível tachar o palanque da governadora Raquel Lyra de bolsonarista. “Não, não posso fazer essa avaliação. Lá, tem muita gente que apoia Bolsonaro, que não vota em Lula. Mas tem gente também que vota (em Lula), que apoia, né?”, pondera o senador à coluna.
O petista foi questionado se definiria o time da gestora do PSD como bolsonarista após apontar a polarização vigente no Rio Grande do Norte como uma “coisa mais nítida”. Lula cumpriu agenda naquele Estado nesta quinta-feira (20).
A leitura do senador sobre o conjunto liderado por Raquel diverge da que foi feita recentemente pelo prefeito do Recife, Victor Marques, à coluna. Na análise do comunista, o palanque da governadora é “majoritariamente bolsonarista, conservador” e essa “cristalização de campo”, ele argumenta, diferencia a corrida deste ano da de 2022.
Humberto e Victor, ambos aliados de João Campos, convergem num ponto: que a presença de Lula em Pernambuco pode fazer diferença. Se, para Victor, a “cristalização de campo” pode diferenciar o grau de efetividade de uma agenda do líder-mor do PT em relação a 2022, para Humberto, é o nível de acirramento da corrida pelo Palácio das Princesas que justifica uma presença do presidente no apoio à campanha da Frente Popular.
“Como é uma eleição disputada, ninguém vai ganhar com 20 pontos na frente, eu acho que não vai acontecer isso, então, um eleitor de peso como o Lula pode fazer uma diferença” avalia Humberto Costa e realça: “Se ele deslocar dois por cento, três por cento dos votos, pode definir o pleito”.
2022 em pauta
Ainda que considere a presença de Lula em Pernambuco “fundamental” e com potencial de ser decisiva para o eleitor que vota pelo campo político, o senador Humberto Costa avalia que, atualmente, o eleitorado separa o cenário nacional do estadual. E cita 2022: “No segundo turno que Lula veio para cá, fez campanha e etc., elegeram Raquel Lyra, não Marilia (Arraes)”.
Chile
Vice-presidente do Parlasul, o senador Humberto Costa, que tem atuado em
defesa do Brasil e da soberania nacional, cumpre agenda no Chile e poder ir
à mesa, nesta sexta (20), com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
Temperatura
O Governo de Pernambuco atribuiu, em nota, “caráter político-eleitoral” ao pedido de impeachment protocolado, na Alepe, por três deputados estaduais do PSB contra a vice-governadora Priscila Krause. Nas coxias do governo, a ação foi tratada como “mais um factoide para desviar atenção do que importa”. Há quem avalie que a iniciativa da oposição pode acabar tendo efeito rebote e inflando palanque governista.
Check-in
Ontem, dia em que os parlamentares do PSB protocolaram o pedido de impeachment contra Priscila Krause, João Campos, candidato da sigla a governador, não tinha agenda oficial e, segundo integrantes da campanha, teria seguido para Brasília e São Paulo com a missão de resolver questões relativas a construções e alianças de outros estados.
Eleição no menu
A Aponti, que reúne mais de 530 associados do setor de Tecnologia da Informação e Inovação do Nordeste, promove, nesta sexta-feira (21), a 3ª edição do Aponti Conecta. Vai reunir executivos e em um almoço com João Campos. A conversa com o socialista marca o início de uma agenda de diálogos da entidade com os candidatos que disputarão as eleições deste ano.