Marília: "Nós não estamos atrasados"
Pré-candidata ao Senado, Marília Arraes considera a chapa mais à esquerda a melhor estratégia para Lula e alfineta adversários
Publicado: 10/07/2026 às 00:00
Marília Arraes concorre ao Senado, ao lado de Humberto Costa, na chapa encabeçada por João Campos. (Sandy James/DP Foto)
Na conjunto de forças capitaneado pelo ex-prefeito João Campos (PSB), há quem avalie que uma chapa com dois candidatos ao Senado do mesmo campo é o modelo mais à esquerda que o PSB adotou nos últimos pleitos. Há quem recorde que nem o ex-governador Eduardo Campos, em seu auge, se rendeu a tal construção. O mais comum seria, argumentam socialistas, ir buscar nomes mais ao centro para “equilibrar”.
À coluna, Marília Arraes (PDT), um dos nomes que concorre à Casa Alta, avalia o seguinte: “De minha parte, sempre achei que era a melhor estratégia. Primeiro, pelo projeto nacional que é nossa prioridade. A gente não tinha como chegar e ter um govenador disputando pelo partido, que é o principal aliado do presidente Lula (PT), e entregar, ao presidente, um senador que fosse votar contra Lula no Senado”.
Ela prossegue: “Se João Campos é presidente nacional do PSB e quer apoiar o projeto do presidente, não poderia jamais chegar, por uma questão eleitoreira, e tentar fazer um gesto para alguém que fosse tornar inviáveis algumas medidas importantes do governo Lula”. O companheiro de chapa dela é o senador Humberto Costa (PT).
Na esteira, Marília avalia que, agora, é preciso “ver quem é o resto da chapa” adversária. “Porque ela (Raquel Lyra) ainda não tem chapa definida e o conjunto de forças muda bastante o cenário”, pondera. Embora a governadora tenha Túlio Gadêlha (PSD) como pré-candidato, a outra vaga segue condicionada ao impasse instalado na Federação União Progressista. Marília alfineta: “Nós não estamos atrasados. Já estamos organizados e sintonizados, e isso é muito importante”.
Nem pensar
A despeito dos rumores em torno da movimentação recente de Michelle Bolsonaro, Anderson Ferreira, que preside o PL-PE, descarta qualquer chance de a ex-primeira dama entrar no cenário presidencial. “Essa decisão está tomada. A campanha está na rua, isso está bem resolvido. A convenção está marcada para homologar o nome de Flávio (Bolsonaro)”, assinala taxativo à coluna.
Costuras
Foram cinco reuniões até o deputado federal Túlio Gadêlha aceitar o convite para ser pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra. Duas delas se deram no hospital. O parlamentar esteve na UTI em função de um problema na vesícula, mas não se furtou a receber a gestora do PSD. A decisão de Túlio de disputar o Senado surgiu por provocação de Raquel.
Programa de governo
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Felipe Matos, conversa, nesta sexta (10), com o Colégio de Presidentes do LIDE Pernambuco, na condição de coordenador do plano de governo de João Campos. O objetivo é escutar sugestões sobre as políticas públicas. No mês passado, o LIDE realizou encontros com a presença da secretária de projetos especiais do Governo do Estado, Simone Nunes.