Mercado wellness fatura R$ 650 bilhões e coloca o Brasil na liderança da América Latina
Relatório Country Rankings, do Global Wellness Institute, revela que a economia do bem-estar no Brasil alcançou a marca de US$ 125 bilhões (R$ 647,5 bilhões) em 2024. Nos supermercados, alimentos proteicos deixaram a seção fitness e se espalharam pelas gôndolas
Publicado: 26/09/2026 às 05:00
Panorama Setorial Fitness Brasil (2026) registra um total de 61.387 academias ativas no Brasil (Foto: TM Fitness/Divulgação)
Se nos últimos anos todo mundo ao seu redor começou a falar mais sobre saúde mental, alimentação equilibrada, academias e suplementos, isso não é apenas uma impressão. Os números globais do mercado wellness (bem-estar) mostram o Brasil ocupando a 11ª posição no ranking mundial do setor e na liderança isolada na América Latina e Caribe.
Na alimentação, a onda da proteína saiu da seção de suplementos e se espalhou pelas gôndolas e prateleiras dos supermercados. O whey protein virou bebida láctea pronta, mas hoje disputa espaço com iogurtes proteicos, massas, pães, snacks e refeições congeladas. Até cerveja com 10 gramas de proteína pode ser encontrada no mercado hoje, acredite
Dados do Relatório “Country Rankings”, do Global Wellness Institute (GWI), a economia do bem-estar no Brasil alcançou a marca de US$ 125 bilhões em 2024 (R$ 647,5 bilhões, segundo a cotação de 25 de setembro). O estudo mostra um crescimento consistente nos últimos anos. Na comparação com 2019 (US$ 114 bilhões), antes da pandemia, o crescimento foi de apenas 2%, no entanto, sobre 2020, quando a Covid-19 fez o setor recuar a US$ 90 bilhões, o incremento foi de aproximadamente 40%.
- Ciranda global dos juros: Por que o Brasil está na contramão do mundo
- Uso não autorizado de IA expõe empresas a riscos de vazamento de dados
- El Niño chega ao Nordeste em plena estiagem, mas há reserva
- Se você torturar os números o suficiente, eles confessarão qualquer coisa
- Recuperação judicial das Casas Bahia e de outras grandes redes do varejo não é uma mera coincidência
Gasto per capta
Apesar de estar, em termos absolutos, em 11º lugar no ranking global, os gastos pessoais com saúde e bem-estar na América Latina (não há recorte específico para o Brasil) ficam bem aquém dos países desenvolvidos. São US$ 607 ao ano por pessoa nas Américas Central e do Sul, ante US$ 7.393 na Islândia, US$ 6.375 na Suíça e US$ 6.293 nos Estados Unidos.
A 5ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil (2026), da plataforma Fitness Brasil, registra um total de 61.387 academias com CNPJ ativo no território nacional. O dado mostra uma expansão contínua desde 2021, quando o segmento registrava 39.027 estabelecimentos abertos.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), mais de 60% dos brasileiros têm procurado melhorar sua dieta rotineira, movimentando cerca de R$ 15 bilhões internamente. Esse percentual sobe para 67% na faixa etária entre 41 e 50 anos. No nicho especializado de nutrição esportiva, o Brasil fechou 2025 concentrando 83,25% do mercado sul-americano no segmento.
Saúde mental também importa
A saúde mental também entra na conta do bem-estar para o brasileito. Segundo levantamento global World Mental Health Day, do Instituto Ipsos, 75% dos brasileiros declaram pensar com frequência no seu bem-estar mental. Esse patamar representou o índice mais alto entre os 30 países avaliados no estudo internacional.
Para o futuro, a estimativa é que esse mercado chegue à marca de US$ 2 trilhões globalmente. No Brasil, a expectativa é que o mercado experimente crescimento no segmento de saúde e longevidade, com maior desenvolvimento da Medicina preventiva e longevidade ativa, soluções integradas de saúde mental no trabalho e digitalização dos serviços de saúde.