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Carnaval 2026: Primeiro dia em Olinda mistura emoção, frevo e críticas de foliões

Logo pela manhã, blocos como o Eu Acho é Pouco e o Ceroula de Olinda deram o tom da folia e arrastaram foliões pelas ruas estreitas da cidade

Mariana de Sousa

Publicado: 14/02/2026 às 19:26

Fachada do Bloco Eu Acho é Pouco, em Olinda/Foto: Thatiany Lucena/ DP Foto

Fachada do Bloco Eu Acho é Pouco, em Olinda (Foto: Thatiany Lucena/ DP Foto)

O primeiro dia do carnaval 2026 começou nas ladeiras de Olinda carregando uma multidão de foliões neste Sábado de Zé Pereira (14). Entre orquestras de frevo, blocos tradicionais e uma multidão tomando o Sítio Histórico, o primeiro dia de festa foi marcado por reencontros emocionados, clima tranquilo em alguns pontos e também reclamações sobre a organização dos cortejos, segundo relatos dos brincantes

Logo pela manhã, blocos como o Eu Acho é Pouco, que saiu às 9h, e o Ceroula de Olinda, ao meio-dia, deram o tom da folia e arrastaram foliões pelas ruas estreitas da cidade.

De volta ao carnaval olindense depois de seis anos, a professora Denise Escudeiro, pernambucana que mora em Fortaleza, contou que não conseguiu conter a emoção ao reencontrar a festa. “A saudade tava grande demais, saudade de ouvir o frevo, de ouvir orquestra, de subir ladeira. Quando a orquestra começou a tocar, eu comecei a chorar de tão feliz que eu estava naquele momento”, contou.

Para Denise, o carnaval de Olinda tem uma energia única e representa pertencimento.

“Me senti eu de novo, me senti pertencente. Só quem é bom pernambucano sabe como é essa energia, como é esse amor pela nossa cultura, pelo nosso carnaval. É indescritível. Não tem carnaval igual a esse encanto nenhum”, contou emocionada.

Entre os foliões, o advogado e empresário do mundo fitness, Pedro Morato, também aproveitou o sábado em família e avaliou que o dia foi mais tranquilo para circular. “Foi tranquilo, bem legal! Sempre nos sábados do Galo da Madrugada, Olinda é um pouco mais tranquila para se locomover”.

Segundo ele, até o fim da manhã ainda era possível caminhar com mais espaço em pontos tradicionais como Bonfim e Quatro Cantos, “estava dando para se movimentar pela manhã até umas 11h30, 12h”.

Apesar do clima positivo, o jornalista João Pedro Costa destacou que, mesmo com segurança, ainda há problemas na organização dos blocos, principalmente com o tráfego de carros de som em ruas estreitas.

“Olinda tem muitos problemas no Carnaval, principalmente da organização em relação às baterias e às agremiações”, exemplificou o jornalista, falando do excesso de veículos circulando durante os cortejos. “Ladeira estreitíssima com muito carro na rua é até perigoso”.

João também falou da disputa de espaço entre blocos tradicionais e grandes estruturas. Segundo o comunicador, os blocos e agremiações vêm perdendo espaço “Não tem como uma orquestra de frevo competir com bateria, microfone e corda, isso tá bem desorganizado”, relatou.

Ainda neste sábado, às 23h horas, o bloco do Homem da Meia-Noite começa a concentração nas na Sede, na Estada do Bom Sucesso, em Olinda.

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