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OPERAÇÃO DOMINUS URBIS

Santa Catarina chega a 31 prefeitos presos desde 2021; MDB, PL e PP estão no topo da lista

Prisão de Gilmar Sani, de Alfredo Wagner, nesta terça-feira (27), elevou para sete o número de prefeitos do PL detidos no estado; MDB aparece na liderança, com nove

Nilton Vilanova

Publicado: 27/10/2026 às 17:42

Gilmar Sani (PL) foi preso durante a Operação Dominus Urbis, em Alfredo Wagner/Reprodução / Redes Sociais

Gilmar Sani (PL) foi preso durante a Operação Dominus Urbis, em Alfredo Wagner (Reprodução / Redes Sociais)

O estado de Santa Catarina chegou a 31 prefeitos presos desde 2021 após a prisão de Gilmar Sani (PL), prefeito de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, nesta terça-feira (27), pela suspeita de vários crimes, como corrupção, fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A prisão de Sani ocorreu no âmbito da Operação Dominus Urbis, que investiga uma suposta organização criminosa instalada na estrutura do poder público catarinense. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o grupo teria atuado em fraudes e direcionamento de licitações, favorecimento de empresas, peculato, corrupção e ocultação de patrimônio.

Com a nova prisão, o PL passou a ocupar a segunda posição no ranking dos partidos com mais prefeitos presos em Santa Catarina desde 2021. A legenda soma sete casos, atrás apenas do MDB, com nove.

O PP aparece na terceira colocação, com seis prefeitos presos, seguido pelo PSD, com quatro. PRD, União Brasil, Republicanos, PT e PSDB registram um caso cada.

Quem são os 31 prefeitos presos

O levantamento reúne prefeitos de diferentes regiões de Santa Catarina e de diferentes períodos. São eles:

  1. Orildo Antônio Severgnini (MDB): preso na Operação Et Pater Filium, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro;
  2. Adelmo Alberti (PSL): preso na Operação Et Pater Filium, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro;
  3. Beto Passos (PSD): preso na Operação Et Pater Filium, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro;
  4. Deyvisonn da Silva de Souza (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava um suposto esquema de corrupção relacionado a contratos públicos de coleta e destinação de lixo;
  5. Luiz Henrique Saliba (PP): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  6. Antônio Rodrigues (PP): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  7. Marlon Neuber (PL): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  8. Antônio Ceron (PSD): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  9. Vicente Corrêa Costa (PL): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  10. Joares Ponticelli (PP): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  11. Luiz Carlos Tamanini (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  12. Adriano Poffo (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  13. Adilson Lisczkovski (Patriota): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  14. Armindo Sesar Tassi (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  15. Patrick Corrêa (Republicanos): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  16. Luiz Shimoguri (PSD): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  17. Alfredo Cezar Dreher (Podemos): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  18. Felipe Voigt (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  19. Luiz Antônio Chiodini (PP): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  20. Clézio José Fortunato (MDB): preso na Operação Mensageiro, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos de coleta de lixo;
  21. Douglas Elias da Costa (PL): preso na Operação Travessia, que investigava suspeitas de irregularidades e corrupção em contratos públicos;
  22. Ari Alves Wolinger (PL): preso na Operação Limpeza Urbana, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos relacionados à limpeza urbana;
  23. Gustavo Cancellier (PP): preso na Operação Terra Nostra, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos;
  24. Clori Peroza (PT): presa na Operação Fundraising, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e irregularidades na administração pública;
  25. Fernando de Fáveri (MDB): preso na Operação Fundraising, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e irregularidades na administração pública;
  26. Marcelo Baldissera (PL): preso na Operação Fundraising, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e irregularidades na administração pública;
  27. Mário Afonso Woitexem (PSDB): preso na Operação Fundraising, que investigava suspeitas de corrupção, fraude em licitações e irregularidades na administração pública;
  28. Clésio Salvaro (PSD): preso na Operação Caronte, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades na administração pública;
  29. Júnior de Abreu Bento (PP): preso na Operação Coleta Seletiva, que investigava suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos relacionados à coleta de lixo;
  30. Tiago Maciel Baltt (MDB): preso na Operação Regalo, que investigava suspeitas de fraude e corrupção em obras públicas;
  31. Gilmar Sani (PL): preso na Operação Dominus Urbis, que investiga suspeitas de fraude e direcionamento de licitações, favorecimento de empresas, peculato, corrupção e ocultação de patrimônio.

Operações concentram investigações

Parte significativa das prisões ocorreu em grandes operações conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina, entre elas as operações Et Pater Filium e Mensageiro. O caso mais recente é investigado pela Operação Dominus Urbis.

As apurações atingiram diferentes administrações municipais pelo estado e envolveram suspeitas relacionadas à contratação de empresas pelo poder público, licitações e movimentação de recursos.

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