Caso Isabelle: síndica diz que João buscou celular em lixeiras e barrou família da jovem
Áudios da estudante ainda relatam ameaças e controle por parte de João, que está preso
Publicado: 28/09/2026 às 15:42
Isabelle Caracristi tinha 22 anos. (Reprodução/Redes sociais)
A síndica do prédio onde Isabelle Caracristi, de 22 anos, morava com o namorado, João Munhoz Neto, afirmou em depoimento que ele pediu ao porteiro que procurasse o celular da jovem nas lixeiras do edifício no dia seguinte à morte. Segundo ela, Neto também teria impedido a entrada da família de Isabelle no prédio onde o caso aconteceu.
Segundo o depoimento da síndica exibido pelo programa, Neto voltou ao prédio no dia seguinte à morte e pediu ao porteiro que verificasse se o celular de Isabelle estava nas lixeiras. Ele também teria proibido a entrada dos familiares da jovem no edifício após a morte.
Segundo o Fantástico, no mesmo dia Neto também mandou limpar o apartamento, retirou alguns objetos do imóvel e o colocou à venda. As informações foram obtidas pelo Fantástico, que também teve acesso a mensagens e áudios enviados pela estudante antes de morrer. Nos conteúdos, ela relatou ameaças e descreveu comportamentos que considerava controladores por parte do namorado.
Isabelle morreu após cair do terraço do prédio onde morava com Neto, em um bairro nobre de Fortaleza. O namorado está preso e é investigado pela Polícia Civil do Ceará. A defesa nega as acusações.
Mensagens mostram relatos de ameaças e controle
O celular de Isabelle havia sido localizado pela polícia junto ao corpo da jovem. No aparelho foram recuperados áudios e mensagens enviados a familiares e amigas pouco antes de morrer.
Em um áudio enviado ao primo, Isabelle afirmou que vinha guardando situações graves e relatou ameaças que, segundo ela, partiam do namorado. "Estão acontecendo coisas sérias, coisas graves, que eu venho guardando só para mim. São ameaças diretas vindas dele, entendeu? Que eu simplesmente não estou suportando mais", disse.
Em outra mensagem, a estudante descreveu o que considerava um comportamento controlador. Ela afirmou que não conseguia realizar determinadas atividades sozinha além de restrições impostas pelo namorado.
"Eu não consigo, por exemplo, fazer nada sozinha, porque se ele não estiver junto, ele fica supondo coisas. Eu não posso postar foto, porque ele acha ruim", afirmou.
Isabelle também contou às amigas que o namorado a proibia de sair do próprio prédio e chegava a ficar na porta para impedir sua passagem. "Eu simplesmente não aguento mais, eu não aguento mais. Eu estou cansada. Hoje foi a gota d’água", relatou.
Antes de morrer, a estudante deixou em um grupo do WhatsApp criado apenas com ela mesma uma mensagem de despedida ao irmão e à mãe. Segundo o Fantástico, ela pediu perdão, disse que havia sido vencida pelo medo e pediu ao irmão que protegesse a mãe.
Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, afirma que não foi avisada diretamente por Neto sobre a morte da filha. "Ele não me ligou. Eu estava dormindo. Quando eu vejo, foi uma ligação de um número desconhecido. Se fosse ele me ligando, o número era conhecido, eu teria imediatamente atendido. Eu tive que ir lá para saber da morte da minha filha", contou.