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AGRESSÃO

Empregada doméstica grávida denuncia ter sido espancada por patroa após acusação de furto de anel

Suspeita já responde a outros processos por agressão, segundo a polícia, e teve condenação anterior por acusação indevida de furto

Diario de Pernambuco

Publicado: 06/05/2026 às 10:41

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos | Hematoma da vítima /Reprodução/Redes sociais | Divulgação/PCMA

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos | Hematoma da vítima (Reprodução/Redes sociais | Divulgação/PCMA)

A Polícia Civil do Maranhão investiga uma denúncia de agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de quase seis meses, que afirma ter sido espancada após ser acusada de furtar joias da ex-patroa.

Segundo o relato da vítima, que não teve o nome divulgado, ela aceitou um trabalho temporário de um mês para comprar o enxoval do bebê. Durante o período, ela teria passado a ser acusada de ter roubado um anel e agredida dentro da residência pela empregadora e por um homem desconhecido. O objeto, no entanto, foi encontrado cerca de uma hora depois, em um cesto de roupas sujas no banheiro da casa.

A jovem registrou ocorrência na Casa da Mulher Brasileira e realizou exame de corpo de delito, que constatou marcas de agressão. Ela afirma que sofreu diversos golpes, incluindo uma coronhada na testa.

A ex-patroa também procurou a polícia no dia 17 de abril. No boletim, alegou que percebeu o desaparecimento de joias e afirmou que apenas familiares tinham acesso à residência. Disse ainda que encontrou os objetos na bolsa da empregada e que a jovem fugiu do local antes da chegada da polícia.

O caso é apurado pela 21ª Delegacia do Araçagi. Segundo a polícia, a suspeita já responde a mais de dez processos por agressão. Em um episódio anterior, em 2024, foi condenada por acusar indevidamente uma babá de furto, com pena convertida em serviços comunitários e pagamento de indenização.

A TV Mirante teve acesso exclusivo a áudios atribuídos à empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita das agressões ocorridas em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. Em uma das gravações, ela afirma que a vítima “não era pra ter saído viva”.

Nos registros, a própria empresária descreve a violência cometida contra a jovem, identificada como Samara, e relata a participação de um homem armado durante as agressões.

“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina Sthela.
Mesmo após o anel ser encontrado, as agressões continuaram, conforme outro trecho dos áudios:

“Tapa e tapa, menina, dei. Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje meu dedo chega tá roxo”, contou Carolina.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB acompanha o caso e prepara um relatório sobre os processos envolvendo a suspeita. Em nota à TV Mirante, a defesa afirmou que as acusações são “uma distorção do que realmente aconteceu” e que medidas jurídicas já foram adotadas.

As informações exclusivas foram obtidas pela TV Mirante.

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