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Feminicídio

Amiga de mulher arrastada na Marginal Tietê morre vítima de feminicídio

O caso foi registrado quando o marido da vítima, preso em flagrante, a levou para uma unidade de saúde após as agressões

Estadão Conteúdo

Publicado: 26/02/2026 às 11:32

Priscila Versão, de 22 anos/Foto: Reprodução/Redes sociais

Priscila Versão, de 22 anos (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Priscila Versão, de 22 anos, moradora da Brasilândia, bairro da zona norte de São Paulo, foi velada na última quarta-feira, 25, após ter sido vítima de feminicídio. O principal suspeito do crime é o marido, Deivit Bezerra Pereira, de 36 anos, preso pela Polícia Militar. Procurada, a defesa dele não foi localizada.

 

Ela era amiga e vizinha de Tainara Souza Santos, morta no ano passado após ser arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê por Douglas Alves da Silva, com quem tinha se relacionado. Amigos relatam que ela participou do velório e das mobilizações de apoio à família de Tainara.

Priscila foi morta na última segunda-feira. O caso foi registrado quando o marido da vítima levou a jovem ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde ficou constatado que ela já estava sem vida.

A polícia foi acionada e, no carro do suspeito, foram encontrados um galão de gasolina e vestígios de sangue, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Com deferimento da Justiça, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva na última terça-feira.

Caso Tainara

Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Ela morreu em dezembro de 2025, após ter amputado as pernas e passado quase um mês internada.

Mãe de dois filhos pequenos - um menino de 12 anos e uma garota de 7 -, Tainara trabalhava como vendedora autônoma em uma plataforma de comércio online e, segundo conhecidos, se esforçava muito para sustentar as crianças.

O autor, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, confessou o crime. Ele, porém, nega ter mantido anteriormente relacionamento com Tainara. Conforme as investigações e com advogados que acompanham o caso, Douglas teria mantido um relacionamento anterior com a vítima e, ao vê-la com outro homem em um bar, avançou com o veículo contra ela. O agressor fugiu do local sem prestar socorro.

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