Curta pernambucano de fantasia e suspense leva a Zona da Mata de PE ao Festival de Brasília
'Banho de Choque', de Cíntia Lima, integra a mostra competitiva de curtas do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; o filme será exibido nesta sexta-feira (18) e sábado (19)
Primeiro curta-metragem de ficção da atriz e cineasta pernambucana Cíntia Lima, “Banho de Choque” será exibido em duas sessões no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, nesta sexta-feira (18) e sábado (19). Misturando suspense e fantasia às paisagens da Zona da Mata pernambucana, o filme narra a história de Lélia, uma mulher de 50 anos que tenta refazer sua vida ao lado da família e amigos, mas sua linha do tempo começa a ser abalada por visões após um mergulho em uma barragem.
A produtora Olar Filmes gerencia a obra juntamente com Cíntia e a direção assistente é assinada por Lílian de Alcântara, enquanto o elenco reúne nomes como Gheuza, Lalá Vieira, Jailson Silva, MC Negrita, Helena Tenderini e Vera Baroni. “Quero construir outras imagens sobre a Zona da Mata, mostrando que também fazemos cinema de qualidade no interior. Temos um elenco negro pernambucano muito forte e trabalhei durante um ano o som e a trilha sonora original para alcançar a atmosfera sensorial que eu queria para o filme”, diz a diretora em entrevista ao Diario.
Natural de Carpina, a diretora vem dedicando sua carreira ao cinema documental e com temática voltada para a cultura popular, como no filme “Eu Sou Raiz”, de 2021. O trabalho resgata a trajetória da Mestra Mariinha, uma líder quilombola que há mais de 40 anos luta às margens do rio São Francisco para defender a natureza e a cultura de seu povo. Em 2023, ela lançou o curta “Rei da Ciranda Pesada”, que retrata a vida e a trajetória do mestre cirandeiro João Limoeiro, referência da Mata Norte e discípulo de Antônio Baracho, conhecido como o "Rei sem Coroa".
FESTIVAL DE CINEMA
Já em plena atividade desde a última sexta-feira (11) e com programação até o dia 19, o Festival de Brasília traz 12 curtas-metragens na Mostra Competitiva Nacional.
A lista completa inclui ainda: “Cana”, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP); “Cidão”, de Ale Gama (GO); “Descarrilho”, de Aline Gutierres (RS); “Fundura”, de Catapreta (MG); “Futuro Decadance”, de Leviathan (AL); “Gastronomia do Olho”, de Nicolau (DF); “Lagoa do Abandono”, de Diego Maia (CE); “Mariposa”, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN); “Poronga”, de Rafael Rogante (RO); “Tiró e a Onça”, de Wera Poty (SP), e “Vejo Você de Repente”, de Aída da Costa (CE).
O longa “Os Vivos Caminham a Terra”, dirigido por Pedro Maia de Brito, está representando o cinema pernambucano na mostra competitiva Caleidoscópio, dedicada a filmes de linguagem ambiciosa e ousada.