Pela 1º vez no Recife, festival de cinema coreano chega ao Cinema da UFPE com programação gratuita
KOFF — Korean Film Festival busca traçar um um panorama do cinema sul-coreano em programação gratuita no Cinema da UFPE, a partir desta segunda (14) até a quarta (16)
Um dos mais celebrados cinemas da atualidade encontra no Recife, a partir desta segunda (14) até a quarta-feira (16), mais um espaço para se difundir. Embora venha pela primeira vez à capital pernambucana, está já é a quarta edição do KOFF — Korean Film Festival, que tem a ideia de oferecer o mais abrangente panorama possível do cinema sul-coreano pelas sete cidades por onde passa (São Paulo, Piracicaba, Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador). Aqui, a sessões acontecem no Cinema da UFPE e a entrada é gratuita.
Em entrevista ao Diario, o coordenador do festival, Daniel Sobral, destaca a amplitude da produção coreana que a curadoria tenta abarcar. “Buscamos construir uma programação que dialogue com diferentes públicos, reunindo filmes de diversos gêneros, como drama, suspense, romance, comédia, animação e documentário, tanto da produção comercial de grande porte quanto do cinema independente”, explica. “Cada edição possui um recorte curatorial próprio, acompanhando tanto a evolução do festival quanto as diferentes possibilidades de apresentar o cinema sul-coreano ao público brasileiro”.
O tema desta edição é “Afeto, Compromisso e Identidade”, eixo que já revela a intenção de explorar diferentes formas de pertencimento, família, amizade, amor e relações humanas. No Recife, seis filmes serão contemplados pela grade, dos 104 (entre curtas e longas) da programação nacional inteira. A seleção é feita em parceria com a Curadoria de Estudos Coreanos (CEASIA - CEA - UFPE) e a produção local da Caixa de Fósforo Produções.
A programação vai reunir três produções contemporâneas. Entre os filmes recentes está o drama familiar fantástico “Little Dreamerz”, de Lee Kwang-ho, sobre um homem endividado que conhece um garoto ligado ao mundo dos sonhos; o thriller “The Ugly”, de Yeon Sang-ho, sobre um homem que investiga o passado sombrio da família após a descoberta dos restos mortais da mãe desaparecida; e, ainda, “People and Meat”, drama social dirigido por Yang Jong-hyun sobre a negligência dos idosos na cultura sul-coreana.
As outras três produções que compõem a seleção são longas dos anos 1960 redescobertos pelo festival. “Juventude Descalça”, do aclamado cineasta Kim Kee-duk, mostra o romance entre dois jovens de mundos opostos; “O Cocheiro”, de Kang Dae-jin, retrata as transformações sociais de Seul a partir da vida de uma família; já o terror “Uma Assassina Sedenta de Sangue”, de Lee Yong-min, narra a trama sobrenatural de um espírito de uma jovem mulher que retorna do além na forma de um gato vingativo.
Em edições anteriores, o KOFF trouxe produções consagradas internacionalmente, como “Parasita”, de Bong Joon-ho (primeiro vencedor do Oscar de Melhor Filme de língua não inglesa), “Oldboy”, de Park Chan-wook, “Invasão Zumbi”, de Yeon Sang-ho, e “Em Chamas”, de Lee Chang-dong. Este ano, nota-se a proposta de expandir o repertório para nomes menos conhecidos do público brasileiro.
“Recife é uma cidade que desperta uma expectativa diferenciada pela sua tradição cinematográfica e pela força da produção de cinema local. Estamos muito curiosos e animados para acompanhar a recepção do público aos filmes desta edição e entender como essa audiência vai se relacionar com a nossa programação”, salienta o coordenador. “Existe uma cultura cinéfila forte na cidade e uma abertura muito grande para cinematografias de diferentes partes do mundo, como se vê nos festivais que chegam à capital e daqui não querem sair”, conclui Daniel.