Mombojó faz show de lançamento de disco que propõe uma pista de dança mais recifense nesta sexta (22)
Novo disco do Mombojó, "Solar", transforma o calor do Recife em música dançante e será apresentado ao vivo pela primeira vez nesta sexta-feira (22).
Para enfrentar o calor do Recife, nada melhor do que cantar e dançar no ritmo da cidade. Em “Solar”, oitavo disco da banda Mombojó, a música assume exatamente esse papel. O mais recente trabalho dos pernambucanos já está disponível no streaming e ganha sua primeira apresentação ao vivo nesta sexta-feira (22), no embalo das comemorações dos 25 anos de trajetória do grupo.
O show inédito acontecerá no Brilho Cultural, espaço multicultural localizado no bairro de Santo Antônio, no centro da capital. A noite começa a partir das 21h com o show de abertura de Nailson Vieira. Os ingressos estão à venda na Bilheteria Digital.
Ainda que não lançasse um disco de inéditas desde “Deságua” (2020), o Mombojó seguiu produzindo bastante. O grupo esteve ativo com o projeto Modern Cosmology, ao lado da francesa Laetitia Sadier, e com “Carne de Caju” (2024), trabalho dedicado a releituras de Alceu Valença e que rendeu o ano com mais shows na sua história.
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Em paralelo, o processo criativo de “Solar” teve início em 2023 no Estúdio Pólvora, no Recife. “O fato de não ter pressa para finalizar as músicas foi enriquecedor”, explica o cantor e compositor Felipe S, que integra o grupo ao lado de Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra), Missionário José (baixo) e Vicente Machado (bateria).
Conduzido pela atmosfera quente do electro-pop e referências à cultura popular local, “Solar” condensa em oito faixas o sentimento de libertação coletiva do período pós-pandemia. Segundo Felipe, o isolamento social impulsionou o desejo de criar faixas voltadas para as pistas de dança. “Passamos tanto tempo trancados que eu fiquei pensando na vontade de mergulhar no mar”, relata ele. Essa mesma imagética litorânea serve de base para faixas como “Mergulho no Mar” ou “Em Cima da Areia”.
Para voltar em grande estilo, Mombojó reúne participações de nomes relevantes da cena local, nacional e internacional no novo álbum, como Letrux em “Abaixo a Realidade”, Sofia Freire e Hervé Salters em “Canudo de Luz”, faixa coescrita por Domenico Lancellotti, que também assina a bateria.
O disco ainda traz a presença da francesa Laetitia Sadier em “Sob o Vento Forte”, além de Anthony Malka em “Quero Amanhecer”. “Aproveitamos essa identidade plural para abrir o leque e chamar várias pessoas que admiramos”, explica Felipe S.
Em suma, o amadurecimento de mais de duas décadas da banda, somado às diversas colaborações do disco, conduz a uma proposta de experimentação musical. O trabalho traz uma faceta psicodélica em “É o Poder da Dança”, guiada por teclados que remetem a The Doors, enquanto “Canudo de Luz”, preenche a audição com tons nostálgicos e um ritmo mais cadenciado. A faixa desacelera o álbum como o declínio de um pôr do sol após um dia de calor intenso, criando a atmosfera ideal para acolher as reflexões sobre o fim de um romance.
Para o show, com previsão de quase 2h de duração, o Mombojó vai intercalar as inéditas com raridades pinçadas de seu vasto catálogo de mais de 70 gravações. A apresentação atende a pedidos antigos do público, trazendo músicas que costumavam ficar de fora das turnês, como "Saborosa", "Entre a União e a Saudade", "Swinga" e "Me Encantei por Rosário".
Já os grandes hits, a exemplo de "A Faca" e "Missa", estão garantidos no bloco de encerramento para coroar a celebração dos 25 anos de estrada da banda. "Estamos muito felizes de começar na nossa cidade. Afinal, o disco foi todo feito no Recife e o primeiro show também será aqui", celebra.