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Quem é o "gordinho do PCC", preso em prédio de luxo no Cais José Estelita, no Centro do Recife

Preso no Recife, Renato Henrique do Carmo, de 42 anos de idade, é apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Pernambuco

Por Marília Parente

Renato é apontado como uma das lideranças do PCC em Pernambuco

Na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Civil de Pernambuco cumpriu mandado de busca e apreensão contra Renato Henrique do Carmo, de 42 anos de idade, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no tráfico de drogas da praia de Muro Alto, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. Conhecido como “gordinho”, ele foi preso em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, na área central do Recife.

Junto com Renato, foram apreendidos um Playstation 5, três celulares, além de itens de luxo, como um anel Bulgari e cinco relógios, de marcas como Roger Dubois, Tonino Lamborghini e um Jacob & Co. do modelo Casino, que costuma ser comercializado por valores a partir de R$ 1 milhão. Após a prisão, ele ficará à disposição da Justiça no Cotel.

Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, Renato já havia sido apontado como líder de uma associação criminosa responsável pelo tráfico de “volumosas” quantidades de cocaína, maconha e crack no interior e na capital do estado de São Paulo. De acordo com investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele era conhecido pelo grupo como “Davi”.

A quadrilha atuava na aquisição, transporte e comércio de drogas em localidades como Ribeirão Preto e a Baixada Santista. Segundo o MPSE, entre os dias 4 de dezembro de 2018 e 12 de dezembro de 2019, Renato praticou lavagem de dinheiro oriundo do tráfico por meio do atacado Líder Comércio Atacadista, no qual era sócio de sua esposa, identificada apenas como “Camila”. À época das investigações, ele já havia sido condenado por roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Operação Sinalagma

Proferido pela 1ª Vara de Justiça de Ipojuca, o mandado de busca e apreensão contra Renato foi cumprido pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN/Denarc), no âmbito da Operação Sinalagma. Além de Renato, foi presa a delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto, suspeita de receber vantagens financeiras indevidas para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do PCC.

Localizada em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília (DF), ela é suspeita de ligação com Renato e de ter recebido R$ 50 mil do PCC. A delegada também teria dado informações de investigações a integrantes do tráfico e oferecido proteção institucional à facção.