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SAMU Recife completa 25 anos com média de 15 mil atendimentos mensais e expansão do serviço

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi inaugurado em 2001 e atualmente realiza, em média, 15 mil atendimentos mensais na capital

Por João Tavares

Ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Recife

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) completa 25 anos de atuação em Pernambuco em 2026. Inaugurado no Recife em 21 de dezembro de 2001, o serviço tem como objetivo prestar atendimento pré-hospitalar em situações de urgência e emergência. O SAMU Recife realiza, em média, 15 mil atendimentos por mês atualmente, segundo dados da Prefeitura.

A capital pernambucana também sedia a Central de Regulação Médica do SAMU Metropolitano do Recife, responsável por regular os chamados do município e de outros 71 municípios da I Macrorregião de Saúde, que contempla a Região Metropolitana e também a Zona da Mata e Fernando de Noronha. A partir da regulação médica, é definido o recurso mais adequado para cada ocorrência.

Atendimento para casos de diferentes gravidades

O serviço conta com equipes preparadas para atender ocorrências de diferentes níveis de complexidade. As Unidades de Suporte Básico (USB) são destinadas a casos de menor gravidade, enquanto as Unidades de Suporte Avançado (USA) funcionam como UTIs móveis e são utilizadas em situações mais graves.

As equipes são formadas por profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores-socorristas, capacitados pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) do SAMU Recife.

A Prefeitura também destaca investimentos para melhorar o tempo de resposta às ocorrências. Entre as medidas estão a descentralização das bases e a utilização de sistemas de gerenciamento e georreferenciamento na Central de Regulação.

Trotes prejudicam atendimento de quem precisa do serviço

Um dos desafios históricos enfrentados pelo SAMU são os trotes. Segundo dados apresentados pela Prefeitura, em 2013, por exemplo, o serviço recebeu 360 mil ligações, das quais 179 mil eram falsas.

O mesmo material informa que, posteriormente, o percentual de trotes passou a representar cerca de 25% das ligações recebidas pela Central. As chamadas falsas podem prejudicar o atendimento de pessoas que realmente necessitam de socorro, principalmente quando resultam no deslocamento de uma equipe para uma ocorrência inexistente.

Para combater o problema, o Núcleo de Educação Permanente desenvolve o projeto Samu nas Escolas, criado em 2011 para conscientizar crianças e familiares sobre a importância do serviço e os prejuízos provocados pelos trotes. Segundo a Prefeitura, a iniciativa já realizou mais de 200 visitas a escolas e creches municipais e treinou mais de 10 mil alunos.

Pernambuco alcança regionalização completa do SAMU

Além da atuação na Região Metropolitana, o SAMU passou por um processo de expansão em todo o estado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Pernambuco alcançou, em 2026, 100% de regionalização do SAMU 192, contemplando os 184 municípios pernambucanos e o Distrito Estadual de Fernando de Noronha.

A Central de Regulação das Urgências da IV Macrorregião, sediada em Petrolina, foi inaugurada em 7 de agosto. Com isso, o Estado passou a contar com quatro centrais de regulação nas quatro macrorregiões.

Os municípios contemplados estão em processo de recebimento das ambulâncias e de treinamento das equipes.

Serviço aeromédico realizou 94 atendimentos

Outra frente de atendimento de urgência em Pernambuco é o Serviço de Operações Aeromédicas (SOAer/PE), implantado pela SES-PE em dezembro de 2025, em parceria com o Grupamento Tático Aéreo (GTA), da Secretaria de Defesa Social.

Desde o início das operações, o serviço realizou 94 atendimentos, entre remoções, repatriações, transporte de órgãos e resgates. Do total, 77% foram realizados por aeronaves de asa fixa, como aviões, e 23% por aeronaves de asa rotativa, como helicópteros.

O transporte aeromédico é utilizado especialmente em situações nas quais o tempo de deslocamento pode interferir no atendimento, como traumas de alta energia, traumatismo cranioencefálico grave e politraumatismos.

A expansão do SAMU e a implantação do serviço aeromédico fazem parte da estratégia de fortalecimento da assistência às vítimas de trauma em Pernambuco.