Residentes de saúde fazem protesto no Recife por auxílio-permanência e redução da carga horária
Mobilização começou no Derby e segue em direção ao Palácio do Campo das Princesas; categoria reivindica auxílio-permanência, regularização de registros no INSS e redução da carga horária
Residentes de diferentes áreas da saúde realizam uma paralisação nesta quinta-feira (24), no Recife. O ato teve início no Derby e segue em direção ao Palácio do Campo das Princesas. A mobilização é organizada pelo Coletivo Pernambucano de Residentes em Saúde (CPRS), que cobra respostas sobre as condições de formação e trabalho da categoria.
Entre as principais reivindicações estão a criação de um auxílio ou incentivo-permanência, a regularização da situação de residentes egressos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a valorização da categoria e a redução da carga horária, atualmente de 60 horas semanais, segundo o coletivo.
A enfermeira Rayssa Almeida, residente de Saúde Coletiva na UPE, afirmou que o objetivo da mobilização é dar visibilidade às pautas. Segundo ela, o grupo já entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), mas ainda aguarda respostas sobre algumas reivindicações.
“Nós estamos aqui enquanto residentes reivindicando algumas pautas que são prioritárias para nós, como auxílio-permanência, a questão da regularização da visualização do INSS de alguns egressos, a valorização da categoria e principalmente também a nossa carga horária exaustiva de 60 horas.”
Rayssa estima a participação de cerca de 100 pessoas no ato. Segundo ela, também há uma mobilização presencial em Serra Talhada e uma paralisação on-line envolvendo programas interiorizados.
Residentes buscam respostas sobre situação da categoria
A enfermeira Júlia Girão, de 26 anos, residente de Saúde Mental na UPE, também participou do ato. Ela afirmou que a categoria busca respostas sobre o auxílio ou incentivo-permanência e a regularização da situação de residentes egressos que, segundo o coletivo, não conseguem visualizar informações relacionadas às contribuições no Meu INSS.
Sobre o auxílio, Júlia afirmou que a Secretaria Estadual de Saúde informou estar estudando alternativas, mas ainda não apresentou uma definição.
“Se tratando do auxílio, eles falam que estão tentando estudar algumas alternativas, mas não temos nada concreto.”
A residente também citou reivindicações relacionadas à valorização profissional, à redução da carga horária e a relatos de assédio moral em alguns serviços.
Coletivo pede reconhecimento da paralisação
Em ofício enviado nesta quarta-feira (23) à Comissão Descentralizada Multiprofissional de Residência (CODEMU), às Comissões de Residência Multiprofissional em Saúde (COREMU) e às coordenações dos programas de residência em saúde, o CPRS solicita que o período da paralisação seja contabilizado na carga horária dos residentes que participaram da mobilização.
O coletivo também pede que o certificado emitido pela entidade seja reconhecido como comprovante de participação e que os residentes não sejam obrigados a repor ou pagar horas adicionais pela paralisação. No documento, o CPRS argumenta que a mobilização está relacionada à participação social dos residentes e à discussão e defesa da política de Residências em Saúde.
Até a publicação desta matéria, a Secretaria Estadual de Saúde não havia apresentado resposta sobre as reivindicações.