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Grito dos Excluídos percorre ruas do Centro do Recife no feriado de 7 de setembro

Ato começa às 9h da manhã no Parque 13 de Maio e segue até o Pátio do Carmo com o tema "Mulheres Vivas e Soberania"

Por João Tavares - Especial para o Diario

31° Grito dos Excluidos

O 32º Grito dos Excluídos e Excluídas será realizado na segunda-feira (7), Dia da Independência do Brasil. No Recife, o ato começa às 9h no Parque 13 de Maio e segue até o Pátio do Carmo. Também estão previstas manifestações em outras cidades do interior de Pernambuco.

Neste ano, o movimento tem como lema “Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a Voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A mobilização busca levar às ruas pautas sociais e fazer um contraponto popular ao tradicional desfile cívico-militar do 7 de setembro.

Entre os temas que estarão em destaque estão o déficit habitacional, a ocupação e distribuição de terras, o fortalecimento das políticas sociais, a defesa da democracia e a redução da violência contra as mulheres. A edição também dialoga com a Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia”. A defesa da paz também integra a pauta diante das atuais tensões internacionais.

MPPE recomenda cautela no uso da força

Às vésperas da manifestação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) que os agentes observem os princípios da legalidade, necessidade, razoabilidade e proporcionalidade no uso da força durante o ato.

O MPPE também recomendou que não fossem fornecidas munições de impacto controlado, conhecidas como elastômero (ou balas de borracha), aos policiais envolvidos na operação. A corporação, no entanto, acatou parcialmente a recomendação e informou que manterá esse tipo de munição disponível para tropas especializadas, para eventual utilização em situações de maior complexidade e ameaça à ordem pública ou à integridade física.

A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Westei Conde y Martin Júnior, busca prevenir excessos e garantir o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica. O documento também orienta que a atuação policial priorize comunicação, negociação e técnicas que evitem a escalada da violência.