Após 9 meses de desapropriação, antigo prédio da Neoenergia ainda não recebeu Secretaria Estadual de Educação
Imóvel fica localizado na Avenida João de Barros, no bairro da Soledade, e é um marco arquitetônico do Centro do Recife. Desapropriação do prédio foi decretada em setembro de 2025, enquanto a desocupação foi concluída em dezembro
Nove meses após a desapropriação e sete meses após a desocupação do antigo prédio da Neoenergia, no bairro da Soledade, no Centro do Recife, o imóvel ainda não está sendo utilizado pelo Governo do Estado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE), que está prevista para funcionar no local.
O Governo recebeu o prédio com todo o mobiliário que era da Neoernergia. Atualmente, não há indícios de obras ou intervenções. O local, nem com seguranças conta. No prédio há apenas um gradiu e cadeados nos portões.
A SEE afirmou ao Diario de Pernambuco que segue funcionando na sede no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, pois a ex-sede da Neoenergia precisa de adequações infraestruturais.
Em nota, a pasta disse que as intervenções são ‘necessárias para adaptar o edifício às demandas de funcionamento da SEE, que diferem da configuração e da dinâmica operacional para as quais o espaço era utilizado anteriormente”.
A transferência das áreas, conforme o planejado, deve acontecer justamente após a conclusão dos processos de adequação, destaca a SEE. No entanto, não foi informado o andamento do processo ou prazo para a mudança.
Relembre
Marco arquitetônico e da história recente do Centro do Recife, o edifício da Neoenergia Pernambuco, na Boa Vista, deixou de ser sede administrativa da extinta “Celpe” no fim de 2025. O prédio foi desapropriado via decreto publicado no Diário Oficial do Estado em setembro.
A intenção do Governo do Estado é fazer do local uma nova sede para a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE).
Durante décadas, o ‘Prédio da Celpe’ foi uma referência para o recifense que se locomovia pelos bairros da Soledade e Boa Vista. Concluído em 1972, o imóvel foi projetado por Vital Pessoa de Melo e Reginaldo Esteves, dois expoentes da arquitetura moderna pernambucana.
O prédio é apontado como uma obra de referência no uso do concreto como forma de expressão dos edifícios, com seus quebra-sóis verticais e horizontais.
O projeto paisagístico é assinado por Roberto Burle Marx, integrando o jardim à entrada da edificação, com os espelhos de água até a escada de concreto protegida por uma cobertura em balanço.