Cidades inteligentes: especialista destaca importância da IA em diferentes setores
Levantamento coloca a capital pernambucana à frente de Salvador e Rio de Janeiro. Diretor da Teltex afirma que inteligência artificial e integração de dados fortalecem a segurança pública e a gestão das cidades
Recife é a sexta cidade mais inteligente do Brasil, à frente de capitais como Salvador e Rio de Janeiro, segundo o Ranking Connected Smart Cities 2025. A capital pernambucana aparece atrás apenas de Vitória (ES), Florianópolis (SC), Niterói (RJ), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Além disso, Recife é a primeira colocada do Nordeste no levantamento, que avaliou 5.575 municípios brasileiros.
De acordo com a pesquisa, o avanço das cidades inteligentes está diretamente relacionado ao uso de tecnologias capazes de integrar diferentes áreas da gestão pública.
Para o diretor jurídico da Teltex, Ademir Toledo, ferramentas como inteligência artificial (IA), videomonitoramento e centros integrados de comando e controle vêm ampliando a capacidade de prevenção e resposta dos órgãos públicos, especialmente na área da segurança.
“A tecnologia é um dos principais pilares para uma segurança pública mais eficiente, inteligente e integrada. Há 33 anos a Teltex projeta e implementa soluções estratégicas para os órgãos de segurança, desenvolvendo tecnologias que ampliam a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta das instituições”, afirmou.
Segundo Toledo, a inteligência artificial permite analisar grandes volumes de informações em um intervalo de tempo menor do que seria possível apenas com monitoramento humano.
“Se você coloca uma pessoa para monitorar um espaço muito amplo, com uma quantidade muito grande de pessoas, primeiro será necessário um efetivo elevado, com custo muito alto, e ainda assim o resultado pode não ser o esperado. A IA faz essa leitura, mapeia regiões rapidamente em grande volume e entrega respostas para a central de comando”, explicou o especialista.
O diretor também destacou que a aplicação da tecnologia não se limita à segurança pública. Segundo ele, soluções inteligentes já são utilizadas em áreas como iluminação urbana, mobilidade, saúde e educação, permitindo que diferentes sistemas conversem entre si.
“A questão da cidade inteligente no Nordeste já está muito avançada, inclusive é uma das regiões do país mais desenvolvidas nesse sentido. Isso começa desde a iluminação pública em LED, que gera economia de energia. Existe a telegestão, em que o próprio sistema identifica quando é necessária uma manutenção”, frisou.
Toledo acrescentou que investimentos em iluminação pública também podem produzir impactos indiretos na economia das cidades.
“A iluminação interfere inclusive no comércio local, porque onde há mais luz existe maior circulação de pessoas, mais segurança e o comércio se desenvolve. Nós temos resultados práticos de aumento da produtividade e da atividade comercial onde houve investimento em iluminação pública”.
Na avaliação do diretor, outro diferencial das cidades inteligentes é a integração das informações produzidas por diferentes tecnologias em um único ambiente de monitoramento.
“As informações são reunidas em um centro de comando e controle. Você concentra tudo em uma central única e passa a gerir esse conjunto de sistemas espalhados pela cidade, recebendo informações específicas para apoiar a tomada de decisões”.
O Ranking Connected Smart Cities 2025 considera 75 indicadores distribuídos em 13 eixos temáticos, entre eles segurança, telecomunicações, mobilidade urbana, energia, governança, inovação, saúde, educação e meio ambiente.
A metodologia utiliza dados oficiais e indicadores alinhados às normas internacionais da ABNT e da ISO voltadas para cidades inteligentes, sustentáveis e resilientes.