Caso Esther: família espera que réus sejam levados a júri popular
Audiência realizada nesta quinta-feira (18) encerrou a fase de depoimentos. Defesa da família afirma que contradições nos interrogatórios reforçam a denúncia
A família de Esther Izabelly Pereira da Silva, de 4 anos, aguarda a decisão da Justiça sobre o envio dos acusados pela morte da menina ao Tribunal do Júri. A expectativa ganhou força após a realização, nesta quinta-feira (18), da audiência de instrução e julgamento do caso. A menina foi encontrada morta dentro de uma cacimba em outubro de 2025 em São Lourenço da Mata.
A audiência desta quinta-feira marcou o encerramento da fase de produção de provas e depoimentos na Vara Criminal da Comarca de São Lourenço da Mata.
Durante a audiência, foram ouvidas as testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, além dos três réus denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), sendo eles Fernando Santos de Brito, Uilma Ferreira dos Santos e Fabiano Rodrigues de Lima.
Segundo a advogada da família, Carolina Aguiar, os réus negam envolvimento nos fatos. “Os três manifestaram interesse em falar, mas sustentaram a tese de negativa de autoria, que evidentemente nós não acreditamos e refutamos de forma veemente. Cada um deles nega os fatos à sua maneira, o que, evidentemente, não merece prosperar”, afirmou.
A advogada disse que os réus apresentaram inconsistências consideradas relevantes pela assistência de acusação. “Durante os interrogatórios, houve contradições bastante importantes. No entanto, por se tratar de um processo que tramita em segredo de Justiça, ainda não posso detalhá-las. Mas são contradições relacionadas à cronologia dos fatos, que acabam reforçando o teor da denúncia”, declarou.
Com o encerramento da instrução processual, foi aberta vista para que o Ministério Público e as defesas apresentem as alegações finais. Depois dessa etapa, o processo retornará ao juiz responsável pelo caso, que decidirá se os réus serão pronunciados e submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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Caso a Justiça entenda que existem indícios suficientes de autoria e materialidade, os acusados irão a júri popular. Somente após o esgotamento das etapas processuais cabíveis será definida a data do julgamento.
Relembre o caso
Esther Izabelly Pereira da Silva desapareceu na tarde de 20 de outubro de 2025, em São Lourenço da Mata. Após cerca de 21 horas de buscas realizadas por familiares, amigos e moradores da comunidade, o corpo da criança foi encontrado dentro de uma cacimba localizada no quintal de uma residência próxima à casa da família.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a menina morreu em decorrência de traumatismo craniano.
O Ministério Público denunciou Fernando Santos de Brito por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo as investigações, ele teria atraído a criança para sua residência, onde o crime teria sido praticado.
Já Uilma Ferreira dos Santos e Fabiano Rodrigues de Lima respondem por fraude processual e ocultação de cadáver. Conforme a apuração policial, eles teriam ajudado a ocultar vestígios do crime e a dificultar as investigações após a morte da menina.
Fernando permanece preso preventivamente. Os outros dois réus respondem ao processo em liberdade.