PDT aprova federação com Solidariedade, PRD e Avante e quer inclusão do PSB
Agrupamento dos partidos visa superar restrições impostas pela cláusula de barreira
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) aprovou, nesta sexta-feira (6), o indicativo de formar uma nova federação ao lado de Solidariedade, Partido Renovação Democrática (PRD) e Avante. Em reunião híbrida, os membros da Executiva Nacional do partido tomaram a decisão como forma de driblar as restrições impostas pela cláusula de barreira. As deliberações do encontro envolvem ainda o indicativo de buscar a inclusão do PSB no agrupamento político.
“A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro. É o legado trabalhista cada vez presente na vida dos brasileiros. Prosseguiremos com as discussões para agregar o Partido Socialista Brasileiro (PSB). São partidos que comungam de valores semelhantes e podem caminhar juntos nos próximos anos”, apontou Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.
A articulação com o PSB vem enfrentando resistência interna por alguns setores pedetistas, incluindo a senadora eleita Marília Arraes (PDT), atual presidente do diretório estadual de Pernambuco. Apesar de retomar o diálogo com a sigla comandada pelo seu primo, João Campos (PSB), Marília entende que a união pode promover maior protagonismo aos socialistas.
O próximo passo será a formalização do pedido, assinado pelos quatro partidos, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que haja a criação do nome e do novo estatuto. Nas eleições deste ano, PDT, Avante e a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) não cumpriram os requisitos mínimos da cláusula de barreira e, consequentemente, perderam acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita nas rádios e televisões.
De acordo com a legislação eleitoral brasileira, para superar a cláusula de barreira é necessário conquistar, ao menos, 11 deputados federais eleitos, distribuídos entre nove unidades da Federação, ou obter, no mínimo, 2% dos votos válidos na disputa para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação e com o mínimo de 1% dos votos válidos em cada.