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Flávio: "Não só vou aceitar o desafio de abrir sigilo como vou levar às últimas consequências"

Na petição, Flávio exige que a abertura de dados alcance tanto os mandatos anteriores de Lula quanto o atual governo

Por Nilton Vilanova

O senador do Rio de Janeiro e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição em resposta ao desafio do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Flávio diz aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além dos de familiares citados e de empresas de sua propriedade. A condição é que Lula faça o mesmo, em um conjunto de dados bem mais amplo.

Na véspera, Lula havia protocolado no TSE um documento que autoriza a abertura dos seus sigilos e dos de familiares, também condicionada à reciprocidade do adversário.

Para a defesa de Flávio, a proposta inicial de Lula é uma "promessa vazia" e uma "quebra para inglês ver". O argumento é que eventuais irregularidades estariam em nome de terceiros, laranjas e empresas, e não nas contas diretas do presidente.

Na petição, Flávio exige que a abertura de dados alcance tanto os mandatos anteriores de Lula quanto o atual governo. Ele pede ainda termos de autorização de quebra de sigilo de assessores próximos, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

O senador também cobra a abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; negócios recentes no exterior e empresas dos demais filhos. Inclui ainda o Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras, desde 2003.

No caso do Banco Master, o senador pede a divulgação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes da reunião de Lula com Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, em dezembro de 2024.

Sobre as fraudes no INSS, a petição requer esclarecimentos sobre as relações do governo com a empresária Roberta Luchsinger, registros de entradas dela em imóveis presidenciais e de voos na Força Aérea Brasileira (FAB) e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

Por fim, Flávio quer a abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, das agendas da primeira-dama Janja e de registros de visitas de familiares e de uso de helicópteros oficiais.

O candidato do PL pede que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições. Em caso de recusa, quer que o tribunal registre no processo que o petista rejeitou a proposta.