Jurídico do PSD diz ter acionado PF e TRE-PE por suposta denúncia de compra de votos
Coligação de Raquel Lyra diz ter recebido reunido mais de 100 imagens e 50 vídeos sobre supostas irregularidades
A coordenação jurídica da campanha de Raquel Lyra (PSD) afirmou, na tarde deste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026, que acionou a Polícia Federal e o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após reunir uma série de vídeos com supostas denúncias de tentativas de boca de urna e de compra de votos, via Pix, em Pernambuco. Os materiais não foram apresentados à imprensa.
Segundo o jurídico da coligação Pernambuco de Coração, que é liderada por Raquel, candidata à reeleição, teriam sido compilados mais de 50 vídeos e 100 imagens enviadas por pessoas que supostamente presenciaram as situações.
De acordo com o assessor jurídico Delmiro Campos, o material será encaminhado às autoridades para investigação. “Existem denúncias, relatos de pessoas que indicam terem recebido proposta de dinheiro por Pix para votar em determinada pessoa”, disse.
Ainda segundo o advogado, neste momento, não há provas suficientes para apontar quem teria financiado ou coordenado as ações denunciadas.
Segundo ele, a identificação dos responsáveis dependerá da análise das imagens, vídeos e demais elementos encaminhados às autoridades. “As ações que vão derivar desse ato hoje, de quem financiou, de quem promoveu, de quem são os responsáveis, só com o encerramento das eleições”, disse.
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TRE foi acionado
Delmiro afirmou que o jurídico da campanha já apresentou uma notícia de infração ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco em razão das denúncias. O advogado disse ainda que a coligação confia na atuação da Justiça Eleitoral e que vem recebendo respostas rápidas aos pedidos apresentados.
Também de acordo com o advogado, os registros estão sendo comunicados à Polícia Federal em Pernambuco. Segundo ele, a equipe jurídica também mantém um advogado na Superintendência da PF acompanhando os encaminhamentos.
“Nós orientamos a todos aqueles que nos remetem a esse tipo de denúncia que usem um sistema chamado Pardal, que é o sistema oficial da Justiça Eleitoral brasileira”, afirmou o advogado.