Raquel Lyra convoca FPF e presidentes de clubes do estado para reunião sobre o fim das bets
A reunião debaterá os impactos que serão gerados após a assinatura da Medida Provisória (MP), assinada na última sexta-feira (25) pelo presidente Lula (PT)
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), anunciou, por meio das redes sociais, a convocação da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e dos presidentes de clubes do estado para uma reunião sobre os impactos que serão gerados após a assinatura da Medida Provisória (MP), assinada na última sexta-feira (25) pelo presidente Lula (PT), que decreta o fim das casas de apostas, popularmente conhecidas como bets.
Mediante um vídeo, Raquel Lyra avaliou a medida como positiva, reafirmando o seu posicionamento sobre o assunto. "Diante do fim das bets no Brasil, que é algo positivo, diante do impacto econômico que isso gera dentro dos clubes, saber o que o estado pode fazer para ajudar os times [a ficarem] de pé. Sabe por quê? Porque o futebol pernambucano é muito maior do que bet", declarou.
"Capital das bets”
Durante almoço na Associação de Empresas de Tecnologia de Pernambuco (Aponti), na última quarta-feira (24), a candidata à reeleição voltou a afirmar que o Recife "decidiu ser a capital das Bets" e disse que é categoricamente contra a prática. "É tudo decisão política. O Recife decidiu ser a capital da Bet. Reduzir de 5% para 2% o imposto sobre Bet transformou Pernambuco, transformou o Recife na capital das Bets no Brasil", disse.
O tema bet tem sido usado pela candidata do PSD contra seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife, João Campos. No debate promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, no dia 17 de setembro, em Caruaru, foi usado no embate entre os dois postulantes ao Palácio do Campo das Princesas.
Na ocasião, ao questionar João Campos sobre a redução da tributação para empresas do setor nos anos em que esteve à frente da prefeitura do Recife, Raquel reiterou seu posicionamento contrário às casas de aposta, associando-as à atuação do crime organizado e a problemas sociais.
“Eu sempre fui contra as bets. Fui delegada da Polícia Federal e sei que esse tema é tratado diretamente pelo crime organizado no Brasil. Bets e crime organizado. Não é que seja unanimidade para todas as empresas de apostas, mas cristalizar o crime organizado do Brasil não é um bom caminho. E as bets são um caminho para isso”, declarou a governadora.